O Banco Nacional Ultramarino de Macau registou um aumento homólogo de 4,2% nos lucros após impostos no primeiro semestre do ano, atingindo 300,6 milhões de patacas. Os resultados de operações financeiras registaram um aumento anual de 6,5 milhões de patacas. No entanto, as despesas operacionais também aumentaram 1,9 milhões de patacas em comparação com o primeiro semestre de 2023.
O Banco Nacional Ultramarino (BNU) divulgou os seus resultados financeiros não auditados referentes ao primeiro semestre de 2024. Os resultados apontaram um rendimento depois de impostos de 300,6 milhões de patacas, que representou um acréscimo de 12,2 milhões, ou 4,2%, face ao mesmo período no ano passado.
Esta performance do BNU foi corroborada por um crescimento de 2% na margem financeira, que se manifestou na forma de 9,5 milhões de patacas em função do aumento nas taxas de juros. Além deste crescimento, os rendimentos das operações financeiras cresceram também em 6,5 milhões de patacas, em termos proporcionais, sobretudo devido à não reincidência de um prejuízo atípico consequente da alienação de investimentos financeiros que ocorreu em 2023.
No entanto, os números não subiram apenas nos lucros e as despesas também registaram um aumento, uma vez que os gastos operacionais cresceram em 1,9 milhões de patacas face ao primeiro semestre do ano passado. As iniciativas de poupança em despesas para este segundo trimestre, nomeadamente com o desenvolvimento de processos operacionais e a revisão da finalidade dos serviços, não provaram ser suficientes para remediação integral do acréscimo nas despesas em digitalização, pessoal e publicidade. Ainda assim, o BNU expecta que este acréscimo nas despesas assista o banco no seu posicionamento no mercado e que conserve a sua evolução e a sua sustentabilidade a longo prazo.
Nos resultados divulgados, o BNU referiu também a sua detenção de um “rácio de solvabilidade de 23,7%, bem acima do requisito regulamentar” que “continua a manter níveis adequados de liquidez”. No comunicado relativo aos resultados, o BNU expressa que “os resultados financeiros do Banco e o compromisso contínuo com os seus clientes e partes interessadas reflectem os seus esforços para gerir os desafios do actual ambiente económico”. O banco refere ainda que “permanece focado em alavancar os seus pontos fortes para apoiar os seus clientes e contribuir para o desenvolvimento económico das regiões que serve”.
A sucursal do banco em Hengqin, por sua vez, está a servir as necessidades financeiras dos investidores de Macau e Hong Kong, bem como de particulares e empresas. A sucursal tem como objectivo facilitar as ligações entre a China Continental, Macau e os Países de Língua Portuguesa, prestando apoio financeiro e assistindo no desenvolvimento de uma economia diversificada em Macau e na Grande Baía. O BNU diz estar a trabalhar activamente para se incorporar mais profundamente na Grande Baía, utilizando a sucursal de Hengqin como uma plataforma que melhorará os seus serviços financeiros e alargará a sua existência no mercado.
G.S.











