O novo Hospital das Ilhas vai entrar oficialmente em funcionamento a partir do dia 16 de Setembro, após uma fase de operação a título experimental desde Dezembro do ano passado. Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, disse estar confiante de que o centro médico internacional do hospital poderá assumir as suas próprias despesas após um período de funcionamento. A governante revelou ainda que o hospital não tem actualmente condições para prestar serviços de emergência até que “os equipamentos necessários e as especialidades estejam completas”.
Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, afirmou que o Hospital das Ilhas vai iniciar oficialmente o seu funcionamento no dia 16 do próximo mês e vai começar a aceitar marcações de consulta, mas não pretende, para já, prestar serviços de emergência.
Em fase de funcionamento a título experimental desde o dia 20 de Dezembro do ano passado, o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital já está “preparado para abrir ao público”, com equipamentos e recursos humanos preparados, segundo a secretária, que falou à comunicação social à margem da cerimónia de assinatura de um acordo de cooperação entre a Universidade de Macau e o Hospital Macau Union.
De acordo com Elsie Ao Ieong, o Peking Union Medical College Hospital destacou mais de 50 médicos especialistas e pessoal médico para Macau, que estão agora a atender os casos transferidos pelos Serviços de Saúde, proporcionando consultas externas de especialidade e de enfermaria. O novo hospital do território presta actualmente tratamento de 24 especialidades. Já os serviços de raio-x, tomografia computadorizada e de ecografia, entrarão oficialmente em funcionamento a 16 de Setembro, sendo aceites marcações do exterior a partir dessa data.
A secretária revelou ainda que a instalação dos blocos operatórios do novo hospital já foi concluída, mas admitiu que o hospital ainda não tem condições para fornecer serviços de emergência. “O hospital apenas terá condições para prestar estes serviços quando os equipamentos necessários e as especialidades estiverem completas, assim como os blocos operatórios e os equipamentos para diversos exames de radiologia e imagiologia forem sujeitos a testes rigorosos”, apontou.
Citada pela Rádio Macau em língua chinesa, a governante frisou que o Hospital Macau Union só presta agora serviços de consulta de especialidade e de exames médicos, e a acreditação da gestão do hospital é também uma das vertentes de desenvolvimento da instituição.
DIFICULDADE NO RECRUTAMENTO
Na ocasião, Elsie Ao Ieong acrescentou que o novo hospital tem trabalhado para reforçar os seus recursos humanos, sendo que o número de pessoal médico necessário no Hospital Macau Union é idêntico ao do Centro Hospitalar Conde de São Januário. “O processo de recrutamento foi iniciado, mas de facto não é tão fácil, uma vez que os funcionários do Hospital das Ilhas não são considerados funcionários públicos, o que levou à necessidade de concorrer com os departamentos públicos para contratação”, confessou.
A secretária espera que os trabalhos de recrutamento do pessoal médico possam ser finalizados ainda este ano, para um total de 400 pessoas.
Em termos das receitas e despesas do Hospital das Ilhas, Elsie Ao Ieong indicou que os casos transferidos pelos Serviços de Saúde pertencem ao serviço médico gratuito, pelo que “nunca se consegue atingir um equilíbrio entre as despesas e as receitas”. No entanto, o Hospital Macau Union, para além de prestar serviços médicos e de saúde, vai dedicar-se ainda ao ensino e investigação médica, e o centro médico internacional irá instalar um centro de estética médica e de gestão de saúde.
Elsie Ao Ieong mostrou-se confiante de que, após um período de funcionamento, o centro médico internacional poderá “assumir as suas próprias despesas”, mas “é necessário um processo de desenvolvimento para um hospital que foi recentemente instalado”, apontou.











