Os Conselheiros das Comunidades Portuguesas do Círculo da China entendem que a Escola Portuguesa de Macau deve manter os professores que são residentes permanentes e que têm experiência no ensino do português como Língua Não Materna. No entender dos Conselheiros, é importante que estes professores “possam continuar o seu trabalho” e não sejam substituídos por “professores desconhecedores da realidade local”.
A Escola Portuguesa de Macau (EPM) deve manter os professores que são residentes permanentes e que têm experiência no ensino do português como Língua Não Materna, referiram ontem os Conselheiros das Comunidades Portuguesas do Círculo da China. Em comunicado, os Conselheiros reiteraram que os professores residentes permanentes da RAEM têm os conhecimentos necessários para o efeito, sendo importante que “possam continuar o seu trabalho e não sejam substituídos por professores desconhecedores da realidade local e das práticas pedagógicas a utilizar com os alunos de Macau”.
O comunicado dos Conselheiros das Comunidades sublinha ainda que o ensino da língua portuguesa na EPM “nunca deverá ser entendido como língua estrangeira”, recordando que “parte significativa” dos alunos que têm o Português como língua não materna “são efectivamente de nacionalidade portuguesa”, alertando para a possibilidade de “ferir susceptibilidades culturalmente identitárias”.
A missiva surgiu na sequência de um comunicado da EPM de 9 de Julho que suscitou várias críticas, sobretudo de pais e encarregados de educação. Na ocasião, a direcção da EPM garantiu que a disciplina de português como língua não materna vai continuar a ser leccionada na instituição. O esclarecimento veio no seguimento de ter sido noticiado que estava a decorrer um processo interno na EPM relativo aos departamentos de línguas românicas, onde se inclui o português, e ao primeiro ciclo, sobre o ensino da língua a crianças não nativas. Após essas notícias, um grupo de encarregados de educação de alunos da instituição redigiu uma carta aberta à direcção da instituição de ensino salientando a importância da manutenção do ensino de língua portuguesa como língua não materna.
“O ensino do português como PLNM [Português Língua Não Materna] requer o domínio de práticas lectivas muito específicas que os professores vão apurando para poderem conduzir os alunos locais a resultados de sucesso. É precisamente isso que tem acontecido, pelo menos nas duas últimas décadas, pelo que os conhecimentos teórico-práticos dos professores da EPM são valiosos e não devem ser desperdiçados de forma nenhuma”, pode ler-se ainda no Conselheiros das Comunidades Portuguesas do Círculo da China enviado ontem às redacções.











