Suncity reitera afecto e contribuições para Macau

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A Suncity, considerada a maior empresa operadora de ‘junkets’ entretanto extinta de Macau, publicou neste sábado uma carta alegadamente escrita pelo seu fundador Alvin Chau, onde sublinha o seu amor e contribuições ao longo dos anos em relação à RAEM.

Alvin Chau, antigo magnata de ‘junkets’, foi condenado a uma pena de prisão de 18 anos no ano passado por centenas de crimes de jogo ilícito de apostas paralelas. Recorrendo à decisão do tribunal, o Tribunal de Última Instância negou o provimento e foi mantida a pena de prisão de 18 anos.

Dez dias após a sentença do TUI, a página no Facebook do grupo Suncity fez a sua primeira publicação desde Novembro de 2021, com uma foto de Alvin Chau a saudar os “caros ex-colegas e bons amigos” e reflectindo a sua carreira e os trabalhos feitos em Macau.

Embora careça de assinatura, acredita-se que a publicação, que é narrada na primeira pessoa, tenha sido escrita por Alvin Chau. “O tempo voa, passaram-se mais de dois anos num piscar de olhos! Este período de tempo não é demasiado longo nem demasiado curto, é suficiente para eu reflectir profundamente sobre os últimos dez anos”, pode ler-se na publicação, onde o autor diz que se questionou a si mesmo se fez “mesmo alguma coisa de errado na realidade”.

Alvin Chau salientou que as suas raízes estão em Macau e, desde a criação do grupo Suncity em 2007, assumiu como dever contribuir para Macau, incluindo promover a cidade a nível internacional. O grupo detalhou na publicação os seus esforços pela promoção de Macau, incluindo o seu negócio de artes performativas e de entretenimento, bem como o investimento, organização e patrocínio de mais de 50 concertos e espectáculos de grande dimensão em Macau. Sendo assim, a empresa indica ter “investido fortemente” na promoção de Macau como destino turístico, incluindo o patrocínio do Grande Prémio, do Festival Internacional de Cinema de Macau, do Encontro de Mestres de Wushu e do concurso de Miss Macau.

Além disso, a Suncity realçou ainda que se esforçou no apoio à assistência social e ao desenvolvimento desportivo, com donativos de caridade, criação de equipa de voluntários, equipas de futebol, de basquetebol e de Barcos-Dragão, bem como um clube de jovens.

“Só há uma razão para eu ter dado tanto a Macau: é porque eu gosto muito deste lugar! Nos últimos 10 anos ou mais, nunca descansei e tenho dado o meu melhor para contribuir para Macau”, assinalou.

A publicação, que se tornou viral no Facebook desde a noite de sábado, é a carta mais recente de Alvin Chau, depois de uma carta aberta escrita a mão dirigida ao Presidente da China Xi Jinping, no final do ano passado, a pedir a redução da pena de prisão.

De acordo com a sentença mais actualizada, nove arguidos no caso de Suncity, incluindo Alvin Chau, são obrigados a pagar um total de 24 mil milhões de dólares de Hong Kong à RAEM.