Projecto da DSEDJ prevê formação de 300 alunos especializados em ciência e tecnologia até 2028

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A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude reiterou a aposta na formação de quadros qualificados científicos e tecnológicos. Dando como exemplo o programa “Ciência e Tecnologia da Vila da Juventude”, lançado no ano passado em colaboração com o Centro de Ciência, o organismo afirmou que, até 2028, vai haver 300 alunos da escola secundária que vão concluir a formação com especialidades na área da ciência e da tecnologia.

 

A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) e o Centro de Ciência lançaram em conjunto o Programa de Formação de Quadros Qualificados para a “Ciência e Tecnologia da Vila da Juventude” no ano passado, prevendo que 300 alunos do ensino secundário complementar vão poder concluir o processo de formação até ao ano lectivo de 2027/2028.

De acordo com as autoridades, o plano de formação prevê um currículo de duração de três anos, contando com a participação de 100 alunos, recomendados anualmente por escolas locais, com especialidades na área da ciência e da tecnologia, que frequentem o 3.º ano do ensino secundário geral ou o 1.º ano do ensino secundário complementar.

Para este ano lectivo de 2023/2024, o curso realizou uma série de estudos, visitas e acções de formação, bem como foi organizada a participação dos formandos no “Greater Bay Area Youth Artificial Intelligence and Cyber Security Challenge” e no “Concurso nacional de experiências e obras de inovação de generalização científica para jovens”.

A DSEDJ, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Lei Chan U sobre o desenvolvimento dos jovens locais, salientou que se empenha “na formação de quadros qualificados nas áreas de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), necessários ao desenvolvimento social”. Explicou também que no programa convida investigadores científicos de instituições de ensino superior, pessoal de investigação e desenvolvimento e peritos de empresas tecnológicas para serem formadores, “no sentido de promover a educação da generalização científica, apoiar o prosseguimento de estudos e o desenvolvimento diversificado dos jovens alunos”.

Recorde-se que o programa foi lançado em Setembro do ano passado em cooperação de várias entidades de apoio à formação e ao estágio. A formação abrange três áreas de estudo, como informática e rede tecnológica, engenharia e biologia e química para “tornar os alunos em quadros qualificados em inovação científica e tecnológica com sentimento patriótico”.

Por outro lado, de forma a “promover o desenvolvimento profissional dos jovens e aumentar a sua competitividade”, a DSEDJ lembrou que se iniciou o Plano de Desenvolvimento Profissional dos Jovens de Macau, que atraiu no total 260 participações de jovens trabalhadores de empresas. Segundo o organismo, o conteúdo do plano inclui a primeira fase com formação sobre a situação nacional e regional, a segunda fase de deslocação ao exterior para aprendizagem prática e a terceira fase de formação avançada no interior da China.

A primeira edição do plano contou com a participação de nove empresas de grande dimensão de Macau, das áreas de turismo e entretenimento, hotelaria e finanças, que elegeram 29 participantes no programa. Na edição deste ano há 30 jovens trabalhadores locais oriundos de dez empresas a participarem no plano, que tinham concluído a primeira fase de formação em Fevereiro e vão fazer uma aprendizagem prática nas empresas e também receber uma formação no interior da China.

Nesse sentido, a DSEDJ avançou que vai dar continuidade ao plano e tentar cooperar com diferentes empresas ou instituições, alargando e diversificando o escopo do projecto consoante a tendência de desenvolvimento profissional dos jovens de Macau.