Governo felicita selecção do primeiro astronauta de Macau no projecto espacial tripulado chinês

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Um residente de Macau foi escolhido para se juntar à equipa de dez astronautas de reserva do projecto espacial tripulado da China, sendo o primeiro especialista em carga útil do território. O Governo de Macau agradeceu ao Governo Central pelo “forte apoio e carinho” à participação de Macau na indústria aeroespacial nacional e assinalou que a selecção desta vez “representa uma honra para a RAEM e um forte incentivo aos jovens locais”. Comprometeu-se ainda em envidar mais esforços na formação de quadros qualificados na área da ciência e pesquisa.

 

A selecção do quarto lote de astronautas de reserva do projecto espacial tripulado da China foi concluída com dez astronautas finalistas, incluindo um especialista em carga útil de Macau e um de Hong Kong. O Governo de Macau agradeceu ontem ao Governo Central o “forte apoio e carinho” à participação de Macau na indústria aeroespacial nacional, saudando também “calorosamente” a realização da selecção da equipa.

A integração do primeiro astronauta local no projecto espacial tripulado chinês é vista pelo Executivo como um “avanço importante” para a região, o que demonstra a “elevada importância e apoio do Governo Central à inovação científica e tecnológica de Macau”, permitindo assim ao território avançar no domínio da tecnologia e ciência aeroespacial, sendo “uma honra para a RAEM e um forte incentivo aos jovens locais”.

Recorde-se que a respectiva selecção teve início em 2022 e foi a primeira vez que se abriu o recrutamento de especialista em carga útil aos residentes de Macau e Hong Kong. Os especialistas em carga útil são uma das categorias de astronautas por missão, referindo-se a investigadores científicos que realizam trabalhos experimentais, tais como investigação científica e aplicada em estações espaciais, bem como a cooperação com outros astronautas da tripulação de voo na gestão da estação e noutros trabalhos diários.

“A selecção bem-sucedida do quarto lote de astronautas de reserva é indissociável do trabalho árduo e do espírito de equipa dos quadros qualificados do País no domínio científico e tecnológico, que conseguiram progressos notáveis ​​na pesquisa e exploração no campo da ciência e tecnologia aeroespacial”, assinalou. Num comunicado divulgado ontem, o Governo assume que irá “colaborar proactivamente” com a política nacional, reforçar a cooperação com o Governo Central e os serviços relacionados de forma a aprofundar intercâmbios e a cooperação no domínio da ciência e tecnologia aeroespacial.

As autoridades, nesse sentido, esperam por mais avanços no domínio da inovação científica e tecnológica e salientam que irá “envidar esforços na formação de mais quadros qualificados no domínio da ciência e pesquisa, na construção de infra-estruturas para a inovação científica e tecnológica e na promoção do desenvolvimento integrado da indústria”, de forma a impulsionar o desenvolvimento de alta qualidade da economia.

O Executivo realçou que as autoridades chinesas criaram um bom ambiente e condições para o desenvolvimento científico e tecnológico de Macau, pelo que vai contribuir para a indústria aeroespacial do país em trabalhar em conjunto com o Centro de Formação em Estudo Científico de Astronautas da China.

Por sua vez, o curador do Centro de Ciência de Macau, Sio Hon Pan, disse à Rádio Macau em língua chinesa que a inclusão do residente de Macau na equipa de astronautas de reserva é um “reconhecimento do nível dos investigadores científicos de Macau” e Macau vai seguir o ritmo do desenvolvimento da ciência e tecnologia aeroespacial nacional para acelerar o desenvolvimento de indústrias emergentes da alta tecnologia e o cultivo de recursos humanos.

 

PARTICIPAÇÃO ENTUSIÁSTICA

 

Segundo a China Manned Space Agency (CMSA), agência responsável pela administração do Programa Espacial Tripulado da China, esta ronda de selecção obteve “um forte apoio e uma participação entusiástica” da comunidade de Hong Kong e Macau. Citada pela rede de televisão estatal CCTV, a agência sublinhou que o mecanismo de selecção e de formação de astronautas da China está agora “mais maduro e completo” e, à medida do aprofundamento da cooperação internacional no domínio da ciência aeroespacial, “vai haver astronautas estrangeiros a participar na selecção e formação e a realizar as missões aeroespaciais da China”, revelou.

Os dez astronautas de reserva vão entrar no Centro de Formação em Estudo Científico de Astronautas da China para receberem uma formação abrangente e sistemática. Huang Weifen, responsável da agência, revelou que a China planeia enviar astronautas à lua até 2030, pelo que o conteúdo de formação de astronautas articula-se principalmente à geologia, bem como à engenharia e investigação científica.