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      Wang Sai Man sugere salvo-conduto de entrada e saída de Hengqin para residentes estrangeiros

      O deputado Wang Sai Man alertou para as dificuldades que os residentes estrangeiros sentem quando querem deslocar-se entre Macau e Hengqin, sublinhando que a situação “cria uma barreira que não ajuda, de facto, à circulação de talentos entre as duas regiões”. Para mitigar a situação, o deputado propôs que o Governo emita um salvo-conduto de entrada e saída na Ilha da Montanha para residentes estrangeiros.

       

      Wang Sai Man voltou a pedir a facilitação da passagem fronteiriça entre Macau e Hengqin para residentes estrangeiros. Numa interpelação oral ainda sem data para ser apresentada, o deputado lembra que as autoridades têm mencionado que pretendem incentivar as pessoas a trabalharem e viverem em Hengqin, mas por agora é difícil os estrangeiros circularem entre as duas zonas.

      Assinalando que o processo de inspecção fronteiriça integral Hengqin-Macau “é muito conveniente”, o deputado eleito por sufrágio indirecto lamenta: “Pensando melhor, só os residentes de Macau que possuem salvo-conduto para as deslocações ao interior da China para residentes de Hong Kong e de Macau é que gozam desta facilidade, os residentes estrangeiros de Macau que cá trabalham só podem deslocar-se a Hengqin com passaporte”.

      Isto, diz o deputado, “cria uma barreira que não ajuda, de facto, à circulação de talentos entre as duas regiões, para além de constituir um obstáculo directo para as sinergias do desenvolvimento diversificado da economia de Macau e Hengqin”.

      Assim, Wang pergunta “como é que o Governo vai colaborar com os serviços competentes do interior da China para os que preencham os requisitos possam utilizar o passaporte para atravessar a fronteira entre Macau e Hengqin, com a mesma facilidade que os outros, através do serviço automático de passagem fronteiriça integral”.

      O deputado sugere a emissão de um salvo-conduto de entrada e saída de Hengqin para residentes estrangeiros de Macau ou, em alternativa, vincular um visto ao bilhete de identidade ou a outro cartão de migração para estrangeiros residentes de Macau. “Isto facilitaria a permanência dos quadros qualificados estrangeiros em Hengqin ou em Macau, contribuindo para a ‘cooperação aprofundada'”, justifica.

      Por outro lado, Wang Sai Man lembra que, “com o desenvolvimento integrado da Zona de Cooperação Aprofundada, muitos estrangeiros que vivem em Macau têm de se deslocar a Hengqin para requerer vistos”. O parlamentar interroga: “Qual é o ponto de situação do tratamento de vistos? Está mais conveniente? Como é que o Governo vai aumentar a eficiência do tratamento de documentos dos estrangeiros, para melhorar a cooperação económica, a vida quotidiana e o intercâmbio de talentos?”.

      Já em Fevereiro, numa reunião plenária da Assembleia Legislativa, Wang Sai Man tinha alertado para as dificuldades que os residentes estrangeiros sentem quando querem ir à Ilha da Montanha. Na altura, Wang indicou que a situação criava uma “barreira política” que não ajudava na circulação de talentos entre Macau e Hengqin, “para além de constituir um obstáculo directo para o efeito sinérgico do desenvolvimento diversificado da economia de Macau e Hengqin”.