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      InícioSociedadeCerca de nove mil idosos vivem sozinhos em Macau

      Cerca de nove mil idosos vivem sozinhos em Macau

       

      Existem 96.000 idosos em Macau, quase um décimo dos quais são idosos que vivem sozinhos, mas nem todos têm ligação à comunidade. Entre 2022 e 2023, o Instituto de Acção Social chegou a identificar 330 idosos isolados e casais idosos que nunca receberam os serviços sociais. O organismo admitiu ter certas dificuldades em obter dados dos idosos isolados através de outros serviços governamentais devido à lei da protecção de dados pessoais.

       

      O Instituto de Acção Social (IAS) revelou que há actualmente 96.000 residentes idosos em Macau, representando 14% da população total, dos quais cerca de 9.000 estão a viver sozinhos. Embora a maioria deles “tenha um contacto estreito” com a comunidade, considera o organismo, alguns continuam a estar “escondidos” na sociedade.

      O organismo falou na terça-feira na reunião do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central sobre a as medidas e o trabalho de apoio na identificação dos idosos isolados no território, Citado pela Rádio Macau em língua chinesa, o IAS acrescentou que conseguiu identificar, entre 2020 e 2023, cerca de 330 idosos isolados e casais de idosos, que nunca tinham recebido os serviços das instituições comunitários ou do Governo.

      Choi Sio Un, chefe de Departamento de Solidariedade Social do IAS, tinha indicado há dois meses que há mais de 7.000 pessoas que estão registadas como idosos isolados na base de dados dos utentes dos serviços para idosos isolados e famílias com casais de idosos do IAS, das quais 20% não têm filhos e 30% moram em prédios sem elevadores. O IAS, nesse sentido, afirmou que não possui informações de todos os idosos isolados em Macau, dado que cerca de um quinto dos idosos residentes isolados não estão registados na sua base dos dados.

      Lei Chong In, coordenador-adjunto do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, afirmou que vários membros manifestaram a sua preocupação sobre a situação, mas as autoridades apontaram que tem sido “relativamente difícil” ter acesso às bases de dados de diferentes departamentos para identificar mais idosos isolados, uma vez que lei de protecção de dados pessoais prevê uma limitação legal.

      Segundo noticiou o Jornal Cheng Pou, os vogais do conselho propuseram na reunião recolher informações sobre os idosos isolados através da partilha de dados no seio do Executivo. O membro Lei Kit Ian sugeriu que se actualize a base de dados do IAS com os dados interdepartamentais da administração pública, incluindo da Conta Única e do Fundo de Segurança Social.

      “Alguns membros esperam que sejam identificados mais idosos isolados na comunidade através de aplicações de telemóvel, pedómetros de ‘smartwatch’, dados de entrada e saída da fronteira, e até dados do plano de comparticipação pecuniária no desenvolvimento económico”, avançou Lei Chong In à margem da reunião, referindo que o IAS disse não ser possível, para já, abrir os serviços de partilha de dados interdepartamentais devido à lei vigente. “Seria necessário apoio através da legislação para abrir a troca de dados interdepartamentais sobre o assunto no futuro”, indicou.

      O IAS, perante a situação, afirmou que vai reforçar as visitas na comunidade para identificar mais idosos com necessidades e lançar em breve a aplicação que se dedica à detecção das actividades dos idosos isolados para garantir a sua segurança.

      Os dados das autoridades referem ainda que cerca de 10.000 idosos são utentes dos centros de dia, dos quais 4.000 não têm quaisquer cuidados em casa. Já a Rede de Serviços Carinhosos aos Idosos, até Dezembro do ano passado, serviu 4.411 idosos, incluindo 2.131 idosos isolados e 2.280 famílias com dois membros idosos.

       

      CAIXA

      LAM LON WAI PEDE REFORÇO DO APOIO PSICOLÓGICO AOS IDOSOS

       

      O deputado Lam Lon Wai referiu estar atento à saúde mental dos idosos, instando o Governo a lançar mais programas para orientar os idosos no sentido de aproveitarem da melhor forma a velhice. Numa interpelação escrita entregue ao Governo, Lam Lon Wai espera que seja criado um ambiente harmonizado na sociedade com ajuda mútua entre os idosos, de modo a aumentar o entusiasmo dos idosos na participação nas actividades comunitárias, “melhorando a sua saúde mental”, defendeu. No entanto, o deputado alertou para o aumento dos casos de idosos isolados de serviços comunitários devido às mudanças na sociedade com a pandemia, notando que é necessário identificar melhor potenciais casos de necessidade na comunidade e reforçar o apoio psicológico dos idosos.