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      InícioSociedadeIAM tem repavimentado com asfalto de alto desempenho diversas rodovias de Macau

      IAM tem repavimentado com asfalto de alto desempenho diversas rodovias de Macau

      O procedimento é experimental, mas as rodovias em questão têm apresentado boas condições de utilização. A entidade revelou ainda, em resposta a uma interpelação de um deputado da AL, que está a proceder à colocação gradual de betão armado nos troços onde passam mais veículos pesados e nos troços onde se encontram paragens de autocarros, a fim de aumentar a durabilidade dos pavimentos.

      Betão armado, asfalto ou alfo mais sofisticado? O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) tem em mãos diversas possibilidades para usar na repavimentação das ruas e estradas do território. Tudo depende do tipo de via ou o fluxo de trânsito em questão.

      Na resposta a uma interpelação escrita do deputado da Assembleia Legislativa (AL) Leong Hong Sai, o IAM explicou ao parlamentar, que também é membro do Conselho Consultivo da entidade, que em Macau existem, basicamente, “dois tipos de pavimentos nas rodovias: betão armado e asfalto”, acrescentando que “a danificação dos pavimentos de asfalto das rodovias é causada principalmente pelo aumento do fluxo do trânsito ou pela erosão pela chuva”.

      Leong Hong Sai questionou a qualidade das estradas de betume no território, que considera que “não aguentam a sobrecarga, podem ficar danificadas, formar fendas e buracos”. Por outro lado, apontou o deputado engenheiro civil, “Macau tem poucas estradas e muitos veículos, cada estrada tem geralmente um elevado volume de tráfego, portanto, exige-se mais qualidade das vias”, uma vez que “há muitos veículos pesados em circulação, o que significa elevada carga e desgaste para as vias”.

      As rodovias existentes na RAEM “são estreitas e, por baixo, estão repletas de tubos e condutas, o que reduz a capacidade de carga da consolidação das rodovias e acelera a deterioração dos seus pavimentos”, notou o IAM. Assim, assume a entidade, “a durabilidade do pavimento de betão armado é maior”, contudo “o seu tempo de execução é mais longo, o que causa maior pressão sobre o trânsito”.

      O IAM, através do seu presidente, José Tavares, concordou, em parte, com as queixas do deputado, e revelou que o instituto “está a proceder à colocação gradual de betão armado nos troços onde passam mais veículos pesados e nos troços onde se encontram paragens de autocarros”, por forma a aumentar a durabilidade dos pavimentos. De igual modo, o organismo, revelou o responsável, tem procedido, a título experimental, “à repavimentação com asfalto de alto desempenho em diversas rodovias de Macau e, até agora, estas rodovias têm apresentado boas condições de utilização”.

      José Tavares garantiu ainda na resposta à interpelação escrita de Leong Hong Sai que “o IAM continuará a recolher dados acerca do estado de utilização e a efectuar uma avaliação aprofundada.

      O parlamentar, vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), assumiu também que, “embora o Governo da RAEM esteja a elaborar um regulamento administrativo sobre as obras viárias e exija e fiscalize a qualidade das obras, a qualidade das vias de Macau não é boa”. “No ano passado, na resposta a uma interpelação escrita apresentada pela deputada Ella Lei, a secretária para a Administração e Justiça referiu que o IAM estava a elaborar um regulamento administrativo sobre as obras viárias, no qual se exigia a qualidade das obras”, atirou o deputado.

      Sem se esquivar à resposta, José Tavares apenas referiu que “o IAM está a auscultar as opiniões de todas as partes interessadas sobre o conteúdo do projecto, a fim de proceder a um estudo mais aprofundado sobre o projecto e promover os respectivos trabalhos legislativos”. O responsável revelou, por fim, que foram introduzidos requisitos regulando a pavimentação com asfalto de alto desempenho e a realização dos testes” e que “esses documentos serão de carácter instrutivo para a técnica de execução da obra de repavimentação do asfalto e para os critérios de vistoria e recepção, e aumentou o prazo de manutenção de dois para três anos.

      PONTO FINAL