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      InícioSociedadeVong Hin Fai diz que faltam "advogados com qualidade" em Macau

      Vong Hin Fai diz que faltam “advogados com qualidade” em Macau

      A reactivação do protocolo entre a Associação dos Advogados de Macau (AAM) e a Ordem dos Advogados de Portugal continua em banho-maria. Vong Hin Fai, presidente da associação, indicou ontem que o dossiê está dependente da vontade da congénere portuguesa e também das necessidades do mercado de Macau. O representante da classe profissional disse também que Macau tem falta de “advogados com qualidade”.

       

      Não há progressos no que toca à reactivação do protocolo entre a Associação de Advogados de Macau (AAM) e a Ordem dos Advogados de Portugal, assumiu ontem Vong Hin Fai, presidente da AAM, na apresentação das actividades do Dia do Advogado. Este protocolo, suspenso desde 2013, facilitava a entrada de advogados portugueses no mercado de Macau.

      Na conferência de imprensa, o representante do sector apontou que este protocolo “depende de mútuo consentimento, não é só a AAM querer”. Quererá isto dizer que a Ordem dos Advogados não se mostra interessada na retoma do protocolo? Vong Hin Fai respondeu: “Não podemos adivinhar a intenção da Ordem dos Advogados, mas da nossa parte não temos qualquer posição sobre a reabertura do protocolo. Estamos a analisar, temos de analisar o mercado local primeiro”.

      Para reatar o protocolo com Portugal “é preciso verificar se no mercado há falta de advogados ou não”, disse Vong, acrescentando: “Reconhecemos que, em Macau, sentimos falta de advogados com qualidade”.

      Segundo os números apresentados pelo presidente da AAM, no ano passado estavam inscritos na associação cerca de 450 profissionais. Anualmente, há cerca de 25 novas inscrições, mas há também uma média de 25 advogados de Macau que deixam a profissão. “Não digo que o mercado esteja saturado, mas verificámos que, nos últimos três anos, 70 [advogados] abandonaram a [profissão]”, ressalvou.

       

      VISITA A PORTUGAL PRETENDE “ALARGAR A INFLUÊNCIA” DA ASSOCIAÇÃO

       

      No início deste ano, Vong Hin Fai anunciou uma visita da AAM a Portugal. Ontem, o presidente da associação apresentou detalhes sobre a visita, que deverá acontecer entre os dias 29 de Junho e 6 de Julho. A delegação da AAM deverá ter cerca de 18 membros, incluindo membros da direcção, do conselho fiscal e da assembleia geral da associação. Vão também os membros da comissão de trabalho para assuntos relacionados com a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e também da comissão para os assuntos ligados aos países de língua portuguesa.

      Vong Hin Fai indicou que a visita pretende “alargar a influência da associação e concretizar o papel de plataforma de Macau entre o interior da China e os países de língua portuguesa no âmbito do comércio”.

      Segundo indicou o presidente da associação, a delegação da AAM irá visitar a Ordem dos Advogados de Portugal, as autoridades policiais, a Delegação Económica e Comercial de Macau, o centro de arbitragem, instituições de ensino superior, instituições relacionadas com a comunidade chinesa e é também intenção da AAM visitar Zhao Bentang, embaixador da República Popular da China em Portugal.