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      ‘Leões’ encheram cedo Marquês com a fé em celebrar já o título

      FOTOGRAFIA ANTONIO PEDRO SANTOS/LUSA

       

      Os adeptos do Sporting, que encheram a praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, afirmaram a fé que tinham em garantir a conquista já no domingo, destacando o “crer e humildade” dos campeões da I Liga de futebol.

       

      Passavam alguns minutos após o final da partida do rival Benfica, que perdeu por 2-0 em Famalicão e ‘ofereceu’ o título ao Sporting, quando o local habitual de festejos se abriu para deixar entrar os radiantes adeptos ‘leoninos’, de todas as idades e gerações.

      Mário Gomes, de 73 anos, foi dos primeiros a entrar no recinto da festa, manifestando à Lusa “uma alegria e satisfação enormes” por ver o seu Sporting campeão português, apelando à manutenção de Rúben Amorim e Gyökeres, pelo menos, por mais um ano. “Ainda estava em casa quando o Famalicão marcou o primeiro golo e arranquei logo para cá. Tinha mesmo fé que o Sporting ia ser campeão hoje”, realçou, acrescentando que sempre acreditou desde o início da época, mesmo após um ano mais complicado.

      Enquanto Mário destacou o ‘artilheiro’ sueco Gyökeres como o jogador em evidência na temporada ‘leonina’, Frederico Lisboa, de 13 anos, destacou Geny Catamo, decisivo no dérbi da segunda volta com o Benfica, mas que somou boas exibições toda a época. “Não há palavras para explicar a sensação. É algo que só se sente uma vez na vida, mas com o Sporting vou sentir quase todos os anos, tenho a certeza”, expressou o jovem, acompanhado pelos pais, com a mãe Joana a viver “o melhor Dia da Mãe de sempre”.

      De pijama em casa quando os ‘encarnados’ se viram em desvantagem, Joana Lisboa recordou a pressa em vestir para chegar rapidamente ao epicentro da festa ‘verde e branca’, com várias buzinadelas pelo caminho, a celebrar “a melhor época do mundo”. “O seu a seu dono! O melhor clube do mundo tinha de voltar ao Marquês de Pombal. Festejar no Dia da Mãe ainda é melhor. Já passei o legado ao meu filho”, afirmou com orgulho, mostrando a camisola do Sporting, personalizada com o nome “Mãe Joana”.

      A adolescente Matilde, de 16 anos, viveu um fim de semana muito especial, ao sagrar-se duplamente campeã: é atleta do Sporting e no sábado, em Odivelas, foi campeã de ginástica acrobática, enquanto o Sporting vencia o Portimonense em Alvalade, por 3-0. “A cada dia há um campeão no Sporting. Sou atleta do Sporting há seis anos e esta é a primeira vez que sou campeã. Estamos sempre a tentar ganhar medalhas para ficar um clube ainda maior”, salientou, reforçando a confiança em vir já no domingo festejar este título.

      O casal Rodrigo e Teresa Lemos também marcou presença no Marquês de Pombal e foi com tranquilidade que encaram o dia, confiando num deslize do rival lisboeta, acabando por ser indiferente ser campeão ‘no sofá’ ou dentro de campo, jogo a jogo. “Todos os anos são o ano do Sporting. Acreditamos sempre”, manifestou Rodrigo, com Teresa a acrescentar à Lusa: “É muito mais especial sermos campeões no Dia da Mãe”.

      Enquanto a equipa não chega ao recinto, vários artistas têm animado o ambiente num palco montado para o efeito, como o artista Plutonio, um DJ ou a banda Supporting, de cânticos exclusivamente do Sporting, a aquecer gargantas para a ‘explosão’ de alegria.

      O Sporting sagrou-se no domingo campeão português de futebol pela 20.ª vez, beneficiando da derrota do Benfica na visita ao Famalicão, por 2-0, na 32.ª jornada da I Liga, para chegar ao título. Com este resultado, o Sporting, que no sábado venceu em casa o Portimonense (3-0), volta a conquistar o título, depois do último em 2020/21, somando 84 pontos, mais oito do que o Benfica, quando estão apenas duas jornadas por disputar.

       

      Amorim cria euforia no Marquês ao apontar para bicampeonato

       

      O treinador Rúben Amorim protagonizou na madrugada de segunda-feira a maior onda de euforia na praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, ao dar a entender que permaneceria no Sporting para tentar tornar o clube bicampeão da I Liga de futebol.

      “Disseram que só ganharíamos campeonatos de 18 em 18 anos, que só ganhámos o campeonato porque não tínhamos público e dizem que jamais seremos bicampeões outra vez. Vamos ver”, afirmou, durante o seu discurso, provocando uma ‘explosão’ de alegria aos milhares de adeptos que festejaram como se de um golo se tivesse tratado.

      Os festejos da celebração do 20.º título português da história ‘verde e branca’ ficaram marcados pelos pedidos de várias figuras do clube, que se juntaram a sócios e adeptos do Sporting num desejo de continuidade do treinador, entre os quais o capitão Coates. “Somos incríveis. Obrigado pelo apoio este ano, que foi inacreditável. Cantem para que fique [Rúben] Amorim”, pediu o defesa central uruguaio, antes de lhe dar o microfone.

      Rúben Amorim ironizou ainda com a viagem de avião que realizou a Londres, antes do ‘clássico’ com o FC Porto, há cerca de duas semanas, que criou ruído sobre a sua saída. “Vamos despachar isto, que tenho um avião para apanhar bem cedo amanhã. É muito cedo para esta piada. Vou guardar para mais tarde”, iniciou assim Rúben Amorim o seu discurso, entre risos, sobretudo dos adeptos que esperaram horas por este momento.

      Rúben Amorim e Coates aproveitaram ainda a oportunidade para agradecer a todos os elementos que trabalham no clube, “que não têm folgas, ganham muito menos e que fazem parte do sucesso”, antes de dar lugar a um espetáculo longo de fogo de artifício.

      Após a chegada do autocarro ao Marquês de Pombal, por volta das 01:40, o ‘speaker’ foi chamando primeiro o ‘staff’ e equipa técnica, seguindo-se o desfile, um a um, dos futebolistas que compõem o plantel principal, deixando para o fim Coates e Amorim.

      Entre os mais aplaudidos, encontram-se o ‘artilheiro’ sueco Gyökeres, o companheiro de ataque Paulinho, ao som da adaptação do original ‘Freed From Desire”, que levou o Marquês à loucura, e Pedro Gonçalves, grande parte do tempo no palco em tronco nu.

      O presidente Frederico Varandas era também um dos mais alegres em cima do palco, ao lado do director desportivo Hugo Viana, enquanto os espanhóis Adán e Fresneda se aventuraram a trepar vários metros até ao cimo da estrutura onde se encontrava o DJ.

      Entre a multidão na plateia, tudo pareceu decorrer com normalidade, sem registo de desacatos, embora dezenas de pessoas necessitassem de assistência médica no local, devido ao intenso ‘calor humano’ que se fazia sentir nos radiantes adeptos ‘leoninos’. O DJ Diego Miranda ‘encerrou’ os festejos, interrompido às vezes por jogadores que quiseram ser ‘animadores’ e a fazer saltar os adeptos, como Pedro Gonçalves ou St. Juste, através de cânticos do clube ou até provocações aos rivais Benfica e FC Porto. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau