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      Caso de jovem burlado em 6,85 milhões levou à detenção de uma mulher

      Um jovem de Macau caiu numa armadilha de burla telefónica e perdeu 6,85 milhões de dólares de Hong Kong depois de ter revelado o código da sua conta bancária aos alegados “agentes da polícia e entidades de justiça”. O caso levou à detenção de uma mulher do interior da China, suspeita de ter ajudado um grupo criminoso a receber uma parte do dinheiro. 

      As burlas em que os indivíduos se fazem passar por “Polícia, Procuradoria e Tribunal” causaram mais uma vítima em Macau, tendo um jovem local sofrido uma perda significativa de 6,85 milhões de dólares de Hong Kong. O residente indicou ter recebido uma chamada telefónica, a 24 de Agosto do ano passado, de uma pessoa que se apresentou como funcionário da polícia de segurança pública de Xangai, e que o acusou de estar envolvido num caso “muito grande” de fraude no jogo que está sob investigação no interior da China.

      De acordo com a Polícia Judiciária (PJ), citado pela Rádio Macau em língua chinesa, o indivíduo alegou que o jovem tinha divulgado uma grande quantidade de informações sobre jogos de fortuna e azar no Continente, pelo que precisava de ser investigado. O lesado falou através do telefone com três pessoas que fingiram ser magistrados e polícias, que diziam que as autoridades chinesas já tinham emitido um mandado de captura contra a vítima.

      Convencido pelas alegadas autoridades, segundo a PJ, o jovem concordou em seguir as instruções do grupo para activar a função de partilha de ecrã e aceder ao banco online, partilhando a sua conta bancária e as suas senhas para a conta, no âmbito de se submeter à “revisão de fundos” para provar sua inocência.

      O jovem ficou à espera do resultado da revisão do estado financeiro, mas nunca recebeu mais informação sobre o assunto. Depois de mais de 10 dias, o residente consultou a situação da sua conta junto ao banco e foi notificado que o seu dinheiro, 6,85 milhões de dólares de Hong Kong, foi transferido para três contas bancárias de Hong Kong. Assim, o jovem começou a suspeitar que tinha sido enganado e recorreu à ajuda da polícia, no dia 5 de Setembro do ano passado.

      A investigação da PJ descobriu que uma das três contas, que tinha recebido 1,65 milhões de dólares de Hong Kong, pertence a uma mulher oriunda do interior da China. As autoridades policiais identificaram a titular da conta e interceptaram-na na segunda-feira, quando a mulher entrou em Macau através das Portas do Cerco.

      A detida de 40 anos confessou à PJ que tinha sido solicitada por um homem para abrir várias contas bancárias em Hong Kong e, posteriormente, entregar os dados e o cartão de débito para esse indivíduo. “A suspeita afirmou que o homem prometeu dar 20% do dinheiro recebido na sua conta como recompensa. Mas a mulher disse não ter recebido nenhum valor até ao momento”, frisou a PJ. A suspeita foi ontem encaminhada para o Ministério Público, podendo enfrentar acusações de crimes de burla de valor elevado, branqueamento de capitais e associação criminosa.

      Recorde-se que a criminalidade de burla tem vindo a aumentar em Macau, e nos primeiros dois meses deste ano foram instaurados 81 inquéritos sobre fraudes telefónicos, envolvendo um montante estimado de 55,69 milhões de patacas. A fim de “melhorar a capacidade dos cidadãos de identificar burla”, a PJ lançou na semana passada um miniprograma antiburla da conta oficial da PJ no WeChat, que presta serviços de pesquisa de número suspeito da chamada recebida, email ou link para analisar riscos de burla.