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      Entrada na habitação económica da Zona A poderá ser no início do próximo ano, diz Rosário

      Os candidatos admitidos à habitação económica de 2019 vão poder ir morar na Zona A no início de 2025. Porém, nem tudo está perfeito, admitiu Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas, apontando que várias obras ainda estão em curso na zona e pode demorar algum tempo para todas as infra-estruturas complementares estarem prontas.

      A construção dos primeiros três prédios da habitação económica na Zona A dos Novos Aterros vai ser concluída este ano. As autoridades acreditam que os novos moradores poderão mudar-se para essas fracções no início, ou meados, do próximo ano. A distribuição das casas não irá retardar até ao final de 2025, garantiu Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas, alertando, contudo, que a Zona A ainda é “um deserto” e precisa de mais tempo para construir infra-estruturas complementares de transporte e para a comunidade.

      “Todos devem entender que a Zona A é um deserto e não houve nada no início. Todos podem ver que estamos a fazer tudo para construir as vias e os edifícios e outras obras. Mas será que a primeira pessoa que vai viver lá terá um ambiente muito confortável? Claro que não, mas estamos a fazer tudo o mais rápido possível”, admitiu o secretário, citado pelo Canal Macau em língua chinesa.

      Prevendo que nem todas as infra-estruturas complementares estarão prontas para utilizar na altura em que os residentes irão começar a viver na zona, Raimundo do Rosário pediu ao público que tenha mais paciência dado que ainda “demora tempo”.

      Questionado se isto significa que os primeiros moradores da Zona “devem estar psicologicamente preparados” com o ambiente de vida que irão encontrar, Raimundo do Rosário referiu que as condições de vida nessa altura “não serão tão más”, só que à volta das casas continuarão a existir estaleiros. “No primeiro ano haverá 100 ou 200 famílias moradoras. Vamos acompanhar a situação”, disse.

      As fracções em questão são da habitação económica da ronda 219, que estão a ser construídas nos lotes B4, B9 e B10 da Zona A dos Novos Aterros, com um total de 3.017 unidades. O secretário frisou que os três projectos serão entregues ao Instituto de Habitação (IH), depois da conclusão das obras, para se proceder à distribuição e assinatura de contratos.

      Raimundo do Rosário realçou ainda que, actualmente, há quase 30 obras que estão a decorrer na Zona A, cuja maior parte está concentrada nos lotes A e B, ou seja, na parte Norte da Zona. No que diz respeito às quatro mil unidades residenciais privadas previstas no plano de desenvolvimento da Zona, o governante disse que, por agora, as autoridades “não dispõem de planos nem de recursos humanos” para colocar à venda terrenos na zona A para avançar com essas casas dos lotes C e D.

       

      SEM NECESSIDADE DE MAIS HABITAÇÃO ECONÓMICA

      À margem de uma reunião da comissão permanente da Assembleia Legislativa, o secretário voltou a ser questionado sobre a decisão de suspender a construção de cinco projectos da habitação económica, que tinham sido agendados para este ano.

      Raimundo do Rosário apontou que a razão da suspensão é “muito simples”, pois não se verifica necessidade na sociedade, depois de ter analisado a situação das candidaturas para o concurso mais recente.

      O concurso à habitação económica de 2023 terminou o período da apresentação de candidaturas no final do mês passado, tendo o IH recebido 6.562 boletins de candidatura para concorrer a 5.415 fracções. Para já, mais de 5.300 candidaturas entregaram documentos completos necessários, e a data limite para submeter documentos é no dia 26 deste mês. “Podemos ver a procura. Se continuar com mais cinco projectos este ano para dar mais cinco mil casas, sabemos que não há procura”, apontou. O secretário disse que vai acompanhar a situação e retomar os projectos quando for preciso.