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      InícioSociedadeFAOM quer sensibilização universal do uso de equipamentos para primeiros socorros

      FAOM quer sensibilização universal do uso de equipamentos para primeiros socorros

      Um inquérito recente da Federação das Associações dos Operários mostra que a maioria dos residentes entrevistados não conhecem ou não sabem sobre a utilização do Desfibrilhador Automático Externo (DAE), e também que existe falta de conhecimento de primeiros socorros. A FAOM quer aumentar a sensibilização na matéria por parte do público e que sejam instalados mais DAE na cidade. O inquérito revela ainda para a falta de vontade para aderir à formação de primeiros socorros dos residentes devido ao receio de erros e responsabilização legal.

       

      A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) conduziu no mês passado um inquérito sobre o conhecimento do público para o Desfibrilhador Automático Externo (DAE), e uma das principais conclusões que foi retirada do inquérito é o facto de mais de metade dos inquiridos (61%) declararem que não sabem que aparelho electrónico é um DAE.

      Tendo como base entrevistas a 156 moradores na Zona Norte, o inquérito do Centro de Serviços da Zona Norte da FAOM descobriu que 56,5% dos inquiridos dizem conhecer a existência do aparelho, mas não sabiam claramente sobre as suas funções. Entre as pessoas que conheciam as funções do DAE, apenas cerca de 10% afirmaram saber que o DAE é utilizado para os primeiros socorros, mas não sabiam bem o uso e o seu funcionamento efectivo. “Além disso, apenas cerca de 30% dos inquiridos confirmaram ter visto ou reparado na instalação do DAE na comunidade, o que reflecte que a sensibilização dos residentes para o DAE ainda precisa de ser aumentada”, sublinhou.

      Recorde-se que o DAE é um equipamento médico utilizado na paragem cardiorrespiratória que tem como função aplicar uma carga eléctrica no tórax, sendo que pode ser utilizado por não profissionais de saúde. Os desfibrilhadores comuns são adequados para crianças com mais de 8 anos.

      A FAOM, citada pelo Jornal Cheng Pou, salientou a necessidade de se aumentar a sensibilização junto do público em geral sobre o uso do DAE e primeiros socorros, tendo em consideração o acréscimo de doenças cardiovasculares em Macau. De acordo com os dados divulgados pela Comissão de Prevenção e Controlo das Doenças Crónicas, o número de pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares e afins em Macau tem vindo a aumentar. Em 2021, houve 132.207 doentes com doenças cardiovasculares registados em Macau, um aumento médio anual de 6,4% nos últimos cinco anos.

      “Os casos de paragem cardíaca súbita ocorrem ocasionalmente na comunidade e a forma mais eficaz de aumentar a taxa de sobrevivência é utilizar o DAE. Nos últimos anos, o equipamento foi instalado em serviços públicos, postos fronteiriços e bancos, mas ainda existe falta da compreensão dos residentes sobre o aparelho e a forma de o utilizar”, lamentou a associação.

      A organização de serviço comunitário sugere, assim, que o DAE seja instalado em mais locais com grande fluxo de pessoas, incluindo os recintos desportivos ao ar livre, estabelecimentos comerciais e paragens de autocarros públicos. A FAOM espera ainda que os serviços competentes estudem de forma científica a densidade devida da instalação do DAE, ponderando a possibilidade de lançar um plano de subsídio para incentivar a instalação do aparelho nas organizações privadas, de modo a aumentar a taxa de cobertura desse equipamento.

      Por outro lado, o inquérito investigou ainda a experiência de formação de primeiros socorros por parte dos inquiridos, bem como o seu interesse em aprender a usar o DAE. Os resultados mostram que apenas 30% dos entrevistados tinham recebido formação em primeiros socorros. Ao mesmo tempo, 30% manifestaram interesse na aprendizagem deste tipo de aparelho. Relativamente à razão pela qual os participantes não têm vontade em participar na formação de primeiros socorros, o inquérito revela que existe “receio de agravar as lesões em situações reais de primeiros socorros” ou “receio de serem posteriormente responsabilizados legalmente”. “Ainda há espaço para melhorar os conhecimentos e a sensibilização dos residentes em matéria de primeiros socorros”, acrescenta a FAOM.