A primeira fase da construção da nova Biblioteca Central de Macau, que inclui apenas a demolição do antigo Hotel Estoril e a construção de fundações e caves, tem como prazo máximo 450 dias, informou ontem a Direcção dos Serviços de Obras Públicas. Entre as sete empresas convidadas a concorrer para a execução desta primeira fase das obras da nova biblioteca, o preço mais elevado é de quase 90 milhões de patacas.
A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) informou ontem, em comunicado, que as obras da primeira fase da construção da nova Biblioteca Central, incluindo apenas a demolição do antigo Hotel Estoril e a construção de fundações e caves, terá 450 dias como prazo máximo, ou seja, mais de um ano. Originalmente, as autoridades previam que a totalidade da obra estivesse concluída no final deste ano ou início do próximo.
Além disso, a DSOP divulgou a lista das sete empresas que foram convidadas a concorrer para a execução das obras desta primeira fase. Deste lote, a Companhia de Engenharia e Construção Sun Fook Kong – Kun Fai Lds. é a empresa que apresenta um preço mais elevado: 89,9 milhões de patacas. Já a Companhia de Construção e Investimento Predial Ming Shun Limitada é a empresa que apresenta a proposta mais baixa, com 69,7 milhões de patacas.
Em 2021, na apresentação do projecto da equipa que venceu o concurso para projectar a nova biblioteca, a neerlandesa Mecanoo, o Governo estimou que o custo total da obra pudesse ascender aos 500 milhões de patacas.
Recorde-se que a nova Biblioteca Central será construída no terreno onde antes estava o Hotel Estoril, entre a Avenida de Sidónio Pais e a Rua Filipe O’Costa, com uma área de 2.960 metros quadrados.
De acordo com o projecto da Mecanoo, a biblioteca terá três pisos de altura, com cave para o armazenamento, com uma área bruta de construção de cerca de 12.710 metros quadrados, dispondo igualmente de espaço para a biblioteca principal, salas de reunião, zona de aprendizagem e zona de leitura pública.
O atelier neerlandês promete reinterpretar a grelha da fachada do edifício do antigo Hotel Estoril, reconstruindo-o com técnicas contemporâneas. Segundo o plano, a nova grelha irá apresentar uma maior densidade que a antiga, tendo sido desenhada segundo um plano inclinado. Os alçados frontal e lateral são parcialmente levantados, dando a sensação de folhear as páginas de um livro. As estantes interiores altas vão do pavimento ao tecto em rectícula formando as paredes divisórias múltiplas. Quando a luz do sol incide sobre estes elementos, cria uma projecção de luz e sombra.
A nova biblioteca vai dispor de auditórios, salas de conferência polivalentes, zonas de criação, espaços de tecnologia informática e multimédia, zona de leitura infantil, biblioteca familiar, espaço com brinquedos, sala de convívio familiar, salas de aula, instalações inteligentes acessíveis para o público em geral e ainda instalações universais.












