“The Peking Express” é o título do livro da autoria de James M. Zimmerman que conta a história real daquele que é visto como o maior assalto ferroviário da China. James Zimmerman apresentou o livro ontem, no âmbito do Festival Literário Rota das Letras, e chamou a atenção para um elemento português na história.
O autor, advogado norte-americano que trabalha na China há 26 anos, explicou em Macau que o livro usa factos históricos totalmente verdadeiros que ocorreram em 1923, numa altura em que os senhores da guerra dominavam várias porções de território chinês, após a queda da Dinastia Qing. Na altura, tinha entrado em funcionamento a linha ferroviária entre Xangai e Pequim, o que fez com que muitos turistas chineses e também estrangeiros quisessem fazer esse percurso. Percurso, esse, que passava precisamente pelo meio de territórios dominados por bandidos.
O livro revela como Sun Mei-yao, líder de um grupo de 700 bandidos, fez descarrilar o comboio no Sul da província de Shandong, dando início ao sequestro de 75 chineses e 25 estrangeiros ao longo de 37 dias.
É aqui que surge o elemento português na história, com um ministro e embaixador de Portugal que liderava o corpo diplomático estrangeiro na China e que foi quem mais fez pressão para que as autoridades chinesas fizessem tudo para libertar os reféns. Segundo Zimmerman, o Governo chinês não tinha nenhum plano nem solução para resolver a questão.
Sun Mei-yao acabou por ceder e os reféns foram libertados. James Zimmerman revelou que o livro termina com o senhor da guerra que dominava aquela zona a reunir todos os elementos do grupo de Sun Mei-yao e a executá-los.
O livro, lançado no ano passado, pretende também dar a conhecer aquele momento específico da história da China e foi feito com base em documentos históricos e relatos de descendentes das pessoas envolvidas.












