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      InícioCulturaMostra colectiva no Albergue celebra diversidade artística dos 25 anos da RAEM

      Mostra colectiva no Albergue celebra diversidade artística dos 25 anos da RAEM

      Trabalhos de nomes incontornáveis da arte contemporânea do território como Ung Vai Meng ou Denis Murrell vão estar durante o mês de Março na galeria do Albergue, numa iniciativa do Círculo dos Amigos da Cultura de Macau que pretende celebrar a multiplicidade artística vivida no território desde a transferência à China em 1999.

       

      Inaugura mais logo na galeria A2 do Albergue da Santa Casa da Misericórdia (SCM) uma exposição colectiva de artistas de Macau. Apresentando 30 obras de 22 criativos sediados no território, a mostra organizada pelo Círculo dos Amigos da Cultura de Macau (CAC) assinala o 25.º aniversário da transferência de Macau à China. Na cerimónia da abertura estará presente Un Chi Lam, a artista e mulher de Mio Pang Fei, recentemente falecido. Em 2020, Un Chi Lam foi a “madrinha” da exposição realizada pela mesma ocasião, explicou-nos Karena Lao, porta-voz do CAC e co-curadora da exposição. Falando sobre os trabalhos que serão apresentados, referiu que alguns serão de pintura tradicional e chinesa, outros de fotografia, havendo ainda instalações de vídeo e uma escultura.

      Os artistas em destaque na mostra são Adalberto Tenreiro, Cai Guo Jei, Chan Hin Io, Cindy Ng Sio Ieng, Cristina Mio U Kit, Denis Murrell, Eva Mok, Giulio Acconci, Guilherme Ung Vai Meng, Lei Ka Ieng (Kit), Lili Silveirinha, Noah Ng Fong Chao, Nuno Calçada Bastos, Season Lao, Tong Chong, Un Chi Iam, Veronica Lei Fong Ieng, Victor Hugo dos Santos Marreiros, Wang Tou Kun, Xixia Wu, Yao Mou In e Zhang Ke. Os artistas em exposição provêm de diferentes origens e contextos, recordou, “cada um com o seu próprio estilo e técnicas artísticas únicas”. Como frisou a responsável, alguns são nascidos em Macau, outros na China, e outros são de outras origens, mas residem em Macau, facto que atesta a diversidade multicultural vivida no território. Organizar esta exposição pelos 25 anos da RAEM, referiu ainda Karena Lao, tem um significado forte para diferentes comunidades no território, acrescentou.

      Lam Kong Chuen, também curador da mostra, diz que esta selecção de trabalhos é “intergeracional”, e serve como uma amostra do trabalho de artistas de diferentes períodos ao longo dos quase 40 anos da criação do CAC. Na óptica do responsável, a fundação daquele colectivo artístico marcou o início da arte moderna e contemporânea em Macau. “Em Dezembro de 1985, Carlos Marreiros, juntamente com Mio Pang Fei, Kwok Woon, Un Chi Iam, Ung Vai Meng e Victor Marreiros, fundaram o CAC. As suas vidas e práticas artísticas eram diversas, mas partilhavam os mesmos objectivos. Com a abertura de Macau, mais artistas de diferentes continentes escolheram instalar-se em Macau. Artistas como Denis Murrell, da Austrália, Konstantin Bessmertny, da Rússia, Fernanda Diaz, de Portugal, e Joana Ling Heok Joo, de Singapura, juntaram-se ao CAC, alterando o ecossistema da arte de Macau e dando origem ao aparecimento de uma dimensão internacional no CAC”, constatou. Nesse sentido, frisou, a exposição que hoje inaugura “não pertence apenas ao grupo de ‘Artistas de Macau’, mas sim a todos os artistas, cidadãos globais, e a todos os que vivem nesta geração”. A “Exposição Colectiva de Artistas de Macau por Ocasião das Celebrações do 25º Aniversário da Transferência de Macau à China”, que conta com o apoio do Fundo para o Desenvolvimento para a Cultura, pode ser visitada até dia 24 de Março, estando a galeria A2 aberta de terça-feira a domingo entre as 12h e as 20h, e às segundas, das 15h às 20h.