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      Leong Sun Iok quer tornar o Macau Dome numa instalação cultural e desportiva ao ar livre

      O deputado Leong Sun Iok propôs ao Governo realizar um reordenamento do Macau Dome para o espaço poder ser aproveitado como uma instalação artística, cultural e desportiva ao ar livre. A sugestão surgiu na sequência de uma polémica após um concerto no estádio, que foi alvo de várias críticas na sociedade. Leong Sun Iok disse que o Macau Dome é mais afastado dos bairros residenciais e tem capacidade para acolher muitos participantes, ficando perto também do Metro Ligeiro.

       

      A falta de espaço para actividades artísticas, culturais, de lazer e desportivas está a preocupar Leong Sun Iok, que lançou um apelo às autoridades para que procurem utilizar os recursos do Macau Dome para desenvolver concertos para a comunidade, tendo em conta os interesses e a qualidade de vida dos moradores. Numa interpelação escrita apresentada à Assembleia Legislativa, o deputado questionou a possibilidade de criar um centro de actividades em grande escala para a cultura e o desporto em Macau, sugerindo um replaneamento do Macau Dome, ou até “remodelá-lo numa instalação artística, cultural, recreativa e desportiva ao ar livre”.

      Leong Sun Iok recordou a organização de um concerto de uma banda sul-coreana no Centro Desportivo Olímpico do Estádio da Taipa. O deputado apontou que o evento “teve um grande impacto” em Macau, tendo “proporcionado aos residentes e turistas uma opção de entretenimento”, bem como um impulso à economia em termos de restauração, alojamento e transportes, ajudando a promover Macau como “Cidade do espectáculo”. “No entanto, problemas como a procura de transporte ter sido superior à oferta durante o evento, e o ruído, que afectaram os residentes e as escolas da zona, ainda têm de ser resolvidos”, lamentou.

      O legislador admitiu que os concertos tornaram-se importantes para Macau atrair turistas e reanimar a economia após a epidemia. O Governo está dedicado a promover a economia comunitária, desviando os visitantes das zonas turísticas para os bairros comunitários. Por outro lado, os concertos nas zonas comunitárias podem afectar a vida dos residentes, segundo Leong Sun Iok, lembrando que Macau tem espaço limitado e é densamente povoado.

      Notando que o Governo de Macau propôs, para Linhas de Acção Governativa de 2024, a construção de uma “Cidade do espectáculo”, Leong Sun Iok referiu que muitos eventos de artes performativas e de entretenimento vão agora realizar-se em Macau, pelo que não há locais de estreia suficientes, incluindo as instalações do Governo e as arenas das concessionárias, para satisfazer um calendário bastante apertado.

      “É de salientar que a Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau, que raramente acolhe eventos de grande dimensão, está afastada das zonas residenciais”, apontou. Leong prosseguiu que, “sendo a maior infraestrutura desportiva de Macau, tem capacidade para acolher eventos culturais, recreativos, desportivos e de entretenimento de grande escala, estando ainda próximo da estação do Metro Ligeiro, que pode ligar a Península de Macau, a zona da Taipa, hotéis e instalações de transporte”, garantiu.

      O também vice-presidente da direção da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) reconheceu, contudo, que os actuais equipamentos do Macau Dome poderão não ser adequados para a realização de concertos, solicitando assim renovar o local para aproveitar os recursos do respectivo terreno.

      Na interpelação, Leong Sun Iok pediu ainda esclarecimentos do Governo sobre a construção de instalações culturais na Zona A dos Novos Aterros, que poderá ou não tornar-se num lugar para espectáculos no futuro.

      Recorde-se que a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, defendeu anteriormente a necessidade de procurar um local de espectáculos ao ar livre e de grande dimensão, que será usado para concertos temporários para 20.000 a 50.000 pessoas, em vez de construir uma arena formal de grande dimensão.