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      Nova zona costeira de lazer no sul da cidade estará pronta daqui a dois anos

      O projecto para a 2.ª fase do Corredor Verde da Margem Sul foi ontem revelado: com 60 mil metros quadrados e quase um quilómetro e meio de comprimento, vai ter inúmeras instalações de lazer para além das previsíveis ciclovias e passeios pedonais: um parque de skate, um “mini-circuito da Guia” para carrinhos, e inúmeras zonas arborizadas com pontões de “interacção com a água” são algumas das novidades anunciadas.

       

      Apesar de ainda se encontrar numa fase inicial e sem orçamento previsto, o projecto do Corredor Verde entre as Portas do Entendimento e a Ponte Nobre de Carvalho foi ontem pela primeira vez apresentado aos meios de comunicação social. Ho Man Him, chefe do Departamento de Vias Públicas e Saneamento do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), e a arquitecta Kam Fong Wa do estúdio de arquitectura C&V divulgaram ontem os pormenores desta 2.ª fase, isto depois de a 1.ª fase, no NAPE, já se encontrar operacional.

      Com ao todo 1.300 metros de comprimento e 60 mil metros quadrados, o projecto de transformação daquela zona marginal vai arrancar no final de 2024, ficando concluído em 2026, mas antes, o projecto ainda tem de ser submetido a consulta pública a outros departamentos, associações e cidadãos. Só aí se terá uma versão mais concreta do orçamento e do projecto, frisou o responsável aos jornalistas presentes.

      Recorde-se que no Plano Director da RAEM para os anos 2020-2040 já se tinha definido que este corredor teria diferentes zonas funcionais interligadas por um passeio de lazer e uma ciclovia à beira-mar sem barreiras arquitectónicas. No projecto, é possível ver que certas zonas desta ciclovia vão passar por passagens superiores, para que existam mais espaços de sombreamento, esclareceram os responsáveis. O projecto é ainda composto por vários pontos de “observação de água” com um miradouro, zonas de pesca, um espaço de restauração à beira mar e outros pontos que permitem que se esteja mais próximo da água e se aprecie “a bela paisagem costeira de Macau”. Todo o plano arquitéctónico, aliás, tomou a inspiração do elemento da água, com vários níveis e colinas “onduladas”. A arquitecta presente na conferência de imprensa, que teve lugar no salão nobre do IAM, esclareceu que a configuração ondulada da concepção topográfica, com colinas verdes que possibilitam que se plante aí vegetação e arborização com zonas de sombreamento, permite ao mesmo tempo que se armazene no interior destas colinas certos equipamentos, como o de aluguer de bicicletas, ou as casas de banho, aproveitando assim melhor o espaço.

      Á semelhança do projecto da 1.ª fase no NAPE, o parque infantil é composto por equipamentos destinados a diferentes grupos etários, com vários níveis com passagens superiores, que permitem que, por exemplo, a zona de escalada inclinada ou o escorrega sejam distribuídos pela zona “a diversos níveis” e de forma “interessante”. Existirá ainda no local uma pista de carrinhos que pretende ser uma mini-réplica do Circuito da Guia, com uma zona de pódio para simular a experiência do Grande Prémio. Ainda para os mais novos, prevê-se a construção de uma zona especial de bicicletas para pais e filhos de 250 metros, “com condições para proporcionar percursos mais longos”. Haverá também uma pista de bicicleta de equilíbrio, destinado a crianças de menor idade, com uma zona de treino infantil e outra de desafio infantil.

       

      PRAÇA DE QUEIMA DE PANCHÕES

       

      A extensa área de lazer inclui ainda uma zona de campo livre, uma zona para a prática de ginástica e yoga, e também uma praça multifuncional, junto à entrada principal, nas imediações da Torre de Macau. Esta praça terá um palco para espectáculos “à beira mar” e uma fonte seca de repuxos. As autoridades pretendem que esta zona sirva para apoio do Festival de Gastronomia e outras actividades. A praça vai ainda passar a acolher a queima de panchões em determinados dias do Ano Novo Lunar. Para além de uma zona com restaurantes e espaços comerciais, ao longo de todo o Corredor Verde serão ainda instaladas diversas áreas para refeições leves, com quiosques, máquinas automáticas de venda, mesas e cadeiras para refeições ao ar livre.

      Relativamente aos campos desportivos, na zona mais a Este, perto da Ponte Nobre de Carvalho, que será a primeira a ser construída, está previsto um campo de futebol de cinco (futsal), um campo de basquetebol e um campo de treino. O local terá ainda zonas de manutenção física, de equilíbrio com obstáculos, de convívio para idosos e pessoas com deficiências, entre outras, “para que as pessoas com diferentes necessidades possam relaxar física e psicologicamente”. Quanto à zona actual de campos desportivos existente a Oeste, junto à Torre de Macau, a arquitecta responsável pelo projecto avançou que estes equipamentos vão ser incorporados, sendo criados acessos para que os residentes daquela zona possam aceder ao novo corredor verde e aos actuais campos desportivos.

      Os acessos, esses vão principalmente ser efectuados através da Rua da Torre de Macau. Como tal, uma nova via irá ser construída para depois facilitar o acesso às várias entradas e saídas secundárias da zona de lazer, esclareceu o representante do IAM aos jornalistas. Este acrescentou que vão ser disponibilizados cerca de 80 lugares de estacionamento nas bermas destas vias públicas, assim como uma zona de tomada e largada de passageiros para autocarros. Estão ainda previstos o alargamento do passeio da Avenida de Sun Iat Sen e a instalação de um separador entre os transeuntes e as viaturas.

      O nosso jornal quis saber se havia alguma previsão de se ligar este corredor verde ao terminal de transportes da Barra e à zona do templo de A-Má, ao que o chefe do Departamento de Vias Públicas e Saneamento do IAM garantiu que sim, existem planos de estender o corredor verde até à Barra, e que será construída uma passagem superior para peões de acesso ao terminal da Barra, no entanto, estes acessos só serão criados após o termo do projecto.

      Também fica por esclarecer o futuro das Portas do Entendimento. Ho Man Him explicou que este monumento não faz parte do empreendimento, e que o assunto também terá de esperar pela conclusão da empreitada. Outro jornalista questionou ainda o responsável sobre a actual situação do estacionamento de autocarros públicos que ocupa toda a zona central daquele aterro, ao que este respondeu que a DSAT está a planear um melhor aproveitamento dos terrenos e vai proceder a uma alteração da situação, mas mais detalhes não foram revelados.