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      Proprietários de cavalos pedem intervenção do Governo na indemnização com a Jockey Club

      Numa carta aberta dirigida ao Chefe do Executivo, mais de cem proprietários de cavalos ligados à Macau Jockey Club solicitaram a intervenção do Governo no seu pedido de indemnização junto à empresa. A reclamação dos donos de cavalos foi anteriormente deferida pela Jockey Club, que diz que os proprietários têm a responsabilidade final sobre os cavalos. Em contrapartida, os interessados insistem na compensação e um pedido de desculpas aos residentes de Macau.

       

      Mais de cem proprietários de cavalos enviaram uma carta aberta a Ho Iat Seng, Chefe do Executivo de Macau, depois de terem sido negados a uma indemnização da Macau Jockey Club devido aos seus cavalos. Os proprietários estão à espera de uma intervenção do Governo para receberem uma indemnização da Jockey Club destinada aos donos de cavalos, treinadores e todos os funcionários da empresa.

      Os interessados pediram ainda ao líder da RAEM e também à Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) que revejam a rescisão do contrato da Jockey Club, que “aconteceu de forma repentina”. “Será uma decisão comercial normal, ou um comportamento imprudente, perverso, insensato e gravemente prejudicial ao interesse público de Macau e aos interesses razoáveis dos proprietários de cavalos?”, questionou.

      A carta aberta criticou o encerramento das corridas de cavalos em Macau, o que “não só trouxe uma imagem muito negativa para Macau, mas também causou grande sofrimento aos proprietários de cavalos”.

      Os proprietários de cavalos disseram ter comunicado com a Jockey Club sobre as disposições de acompanhamento dos cavalos, incluindo o pedido de indemnização, que foi posteriormente rejeitado. “Considera-se que as razões da Jockey Club para a rejeição são rebuscadas e revelam falta de sinceridade. Os donos dos cavalos acham a situação inaceitável, suspeitando que os proprietários de cavalos estavam a ser culpados pela perda de dinheiro devido aos seus erros de investimento pessoal”, asseverou.

      De modo igual, a carta acusou a Jockey Club de “enganar involuntariamente os donos dos cavalos”, dado que os tinham convencido a introduzir novos animais em Abril e Julho de 2023. Acrescentou ainda que a maioria dos cavalos importados tinha apenas dois a três anos de idade, e que precisava pelo menos de meio ano para crescer e treinar para participar nas corridas.

      Os interessados lamentaram ainda que a empresa não se interesse pelos sentimentos dos residentes de Macau, pelo que deve pedir, publicamente, desculpas aos cidadãos. Sublinhou que em Setembro de 1989, numa visita às corridas, o então subdirector do Gabinete para Assuntos de Hong Kong e Macau, Lu Ping, defendeu a continuação das corridas em Macau depois de 1999. “Trinta anos depois da criação da RAEM é que perdemos as corridas, que vergonha!”, disse.

      O grupo quer que o director da DICJ, Adriano Marques Ho, tome a iniciativa de coordenar uma negociação entre a Jockey Club e os representantes dos donos de cavalos. Na carta garantiram ainda que, mesmo sem a Jockey Club, iriam apoiar, em termos financeiros, a eventual realização das competições do hipismo dos Jogos Nacionais em Macau em 2025.

      Os proprietários de cavalos submeteram ainda cópias da carta ao director do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM, Zheng Xincong, ao Conselho Executivo, à Assembleia Legislativa, aos serviços competentes, incluindo o Instituto para os Assuntos Municipais, à presidente da Jockey Club, Angela Leong, bem como à ANIMA, cujo presidente honorário vitalício é Edmund Ho.