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      Economia de Timor-Leste deve crescer 3,5% em 2024 e inflação desacelerar, diz FMI

      O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia de Timor-Leste cresça 3,5% em 2024 e termine o ano com uma inflação de 2,5%, segundo o relatório final das consultas ao abrigo do Artigo IV ontem divulgado.

       

      “Após o abrandamento em 2023 [1,5%] devido à pressão fiscal relacionada com as eleições, o crescimento recuperará 3,5% em 2024, apoiado por um aumento das despesas de capital público”, previsto no Orçamento Geral do Estado para este ano, refere o FMI.

      A inflação de 8%, registada em 2023, caiu em janeiro de 2024 para 4,3%, mas o FMI espera que baixe ainda mais até ao final do ano para 2,5%, “dada a projetada flexibilização dos preços globais das matérias-primas”.

      O FMI espera que o crescimento económico permaneça, em média, nos 3%, mas a política de acções do Governo poderá acelerá-lo.

      Em relação aos riscos para as perspetivas, a organização refere que “estão inclinados no sentido descendente”. “Os riscos negativos de curto prazo para o crescimento incluem o início abrupto de uma recessão global e o aumento da volatilidade dos preços das matérias-primas. Estes poderão exigir uma resposta fiscal, colocando obstáculos à contenção das despesas e afetando negativamente o desempenho do Fundo Petrolífero”, salienta.

      O FMI considera também que o desenvolvimento do campo petrolífero do Greater Sunrise “apresenta um grande risco ascendente no médio prazo” e aconselha um compromisso político para “racionalizar a despesa pública” para reduzir as “incertezas a curto prazo”.

      O relatório enfatiza a “necessidade de garantir a sustentabilidade fiscal e apoiar um maior crescimento e desenvolvimento, diversificando ao mesmo tempo a economia”, e de haver uma consolidação fiscal para evitar que o Fundo Petrolífero esgote.

      O FMI felicitou o compromisso das autoridades timorenses para introduzirem o Imposto de Valor Acrescentado, mas salienta que deve ser “complementado com um fortalecimento da administração fiscal” e com a adoção de uma política fiscal, que ajude a “resolver os desequilíbrios externos”.

      Sobre o sector bancário, o relatório salienta que os “riscos sistémicos para o sistema financeiro são baixos” e que os “níveis de capital e liquidez permanecem sólidos”, mas recomendam que se elimine os impedimentos estruturais ao crédito e o desenvolvimento de serviços financeiros.

      Os administradores do FMI recomendaram também que sejam feitas reformas estruturais para desenvolver o setor privado, diversificar a economia e apoiar o crescimento sustentável. “Medidas para resolver estrangulamentos nos sectores da agricultura e do turismo e promover a digitalização ajudariam a impulsionar o crescimento”, pode ler-se no relatório.

      O FMI considera também como prioritário o “desenvolvimento do capital humano, nomeadamente através da melhoria da qualidade da educação e o reforço do ensino e formação profissional”. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau