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      InícioLusofoniaPR timorense espera que prevaleçam sanidade e justiça no caso Assange

      PR timorense espera que prevaleçam sanidade e justiça no caso Assange

      O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, pediu que prevaleçam “a sanidade, a justiça e a humanidade” no caso de Julian Assange, fundador da WikiLeaks, e que seja libertado para regressar à Austrália.

      “Não comento a substância e o mérito do caso contra Julian Assange. Como pessoa informada e preocupada que valoriza profundamente a liberdade de imprensa, apenas espero que prevaleçam a sanidade, a justiça e a humanidade e que Assange seja libertado para regressar ao seu país natal, a Austrália”, referiu numa mensagem divulgada no domingo o Presidente timorense.

      Detido pela polícia britânica em 2019, depois de sete anos asilado na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia por acusações de agressão sexual (investigação encerrada em 2019), Assange está encarcerado há cinco anos na prisão de alta segurança de Belmarsh, no leste de Londres.

      Na passada quarta-feira, os juízes do Tribunal Superior de Londres terminaram uma audiência de dois dias sobre o pedido de extradição para os Estados Unidos da América, cuja decisão só deverá ser conhecida depois de 4 de Março.

      Assange é acusado pelos EUA de 18 crimes de espionagem e intrusão informática devido às revelações feitas no portal WikiLeaks, que em 2010 e 2011 expôs alegados crimes de guerra nos conflitos do Iraque e do Afeganistão. O australiano de 53 anos é acusado pelas autoridades norte-americanas de ter publicado mais de 700 mil documentos confidenciais sobre as actividades militares e diplomáticas dos EUA.

      O fundador do WikiLeaks pode ser condenado a 175 anos de prisão neste caso, situação que organizações humanitárias e activistas consideram ser uma ameaça à liberdade de imprensa. “Tantas vidas jovens foram perdidas nas guerras do Iraque e do Afeganistão, de todos os lados envolvidos, tantas mentiras e meias verdades foram ditas por todos os envolvidos, tantos outros ficaram feridos, deficientes e traumatizados. Porquê continuar a atormentar alguém que partilhou comunicações oficiais com o público sem pôr em perigo a vida de ninguém no processo?”, questionou José Ramos-Horta.

       

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau