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      Governo planeia lançar um novo sistema de avaliação e gestão das doenças crónicas

       

      Está a ser criado em Macau o Sistema de Avaliação da Qualidade da Gestão das Doenças Crónicas, para uma melhor vigilância das doenças crónicas e análise dos factores de risco relevantes. Segundo anunciaram os Serviços de Saúde, no sistema foi feita a avaliação de base da prevenção e controlo da diabetes e da hipertensão, sendo que a do cancro e das doenças respiratórias ainda está em agenda.

       

      Os Serviços de Saúde (SSM) estão a desenvolver um novo sistema dedicado à gestão das doenças crónicas não transmissíveis, de forma a reforçar a monitorização e a avaliação da qualidade da prevenção e do tratamento das principais doenças crónicas em Macau, incluindo o cancro, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias.

      O sistema terá projectos-piloto de análise e monitorização relativos à diabetes e à hipertensão. Segundo as autoridades, através da participação dos profissionais multidisciplinares, neste momento foi concluída uma avaliação da linha de base sobre a prevenção e controlo de duas doenças crónicas.

      “Três dos indicadores-chave da avaliação – a taxa de conhecimentos, a taxa de tratamento e a taxa de controlo – estão a aproximar-se dos objectivos propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o ano 2030”, apontaram os SSM num comunicado publicado ontem.

      Neste caso, o organismo salientou que em Macau já existe um mecanismo de monitorização regular sobre a prevalência das doenças crónicas, e vai, entretanto, continuar a intensificar a promoção e a educação para a saúde, melhorando o rastreio de doenças na comunidade e normalizando os procedimentos de tratamento. “Para monitorizar e optimizar conjuntamente a prevenção da diabetes e da hipertensão, de modo a alcançar a detecção, o diagnóstico e o tratamento precoces e a ajudar elevar a qualidade geral dos serviços de cuidados”, garantem.

      A criação do “Sistema de Avaliação da Qualidade da Gestão das Doenças Crónicas” foi um dos temas abordados na reunião de trabalho de 2023 da Comissão de Prevenção e Controlo das Doenças Crónicas, presidida por Alvis Lo, director dos SSM.

      Alvis Lo destacou que as doenças crónicas são as principais doenças que afectam a saúde e a vida dos residentes de Macau, representando também os encargos de saúde maiores em Macau, com mais de 70% das mortes causadas pelas quatro principais doenças crónicas a cada ano.

      De acordo com os SSM, as doenças crónicas não transmissíveis são doenças de longa duração, de crescimento lento e que não podem ser curadas uma vez desenvolvidas. Essas doenças são geralmente associadas a factores de risco como uma alimentação pouco saudável, falta de exercício físico, tabagismo e abuso de álcool. “Caso a doença não seja controlada durante muito tempo, pode afectar a vida quotidiana ou provocar a incapacidade para o trabalho e, em casos graves, pode mesmo levar à morte”, alertam.

      Os dados dos Serviços de Estatística e Censos mostram ainda que, no ano passado, 970 pessoas morreram de tumores malignos, 332 de doenças hipertensivas, enquanto a diabetes mellitus causou 127 mortes e as doenças crónicas das vias aéreas inferiores causaram 95 mortes.

      O Governo espera assim desenvolver ainda mais medidas para controlo das doenças crónicas, para que seja concretizada meta proposta pela OMS de baixar 25% da taxa de mortes prematuras causadas pelas quatros principais doenças crónicas. Recorde-se que a referida taxa se fixou em 40,7% em Macau em 2018.

      Portanto, além do novo sistema de gestão das doenças crónicas, foram promovidos diversos projectos de rastreio de cancro. Segundo os SSM, desde o lançamento em 2016 do Programa de Rastreio do Cancro Colo-rectal, até ao final do ano passado, e cerca de 20 mil residentes participaram no programa, sendo que mais de dois mil deles realizaram colonoscopia e 121 foram casos diagnósticos.

      Recorde-se que foi lançado no mês passado um programa de rastreio do cancro da mama pelos SSM e pela Universidade de Macau, com novas ferramentas de avaliação de risco “adequadas para uso das mulheres de Macau”.

      As autoridades, além disso, acrescentaram em Agosto 20 novos postos de medição gratuita da tensão arterial e do peso, passando de 33 para 53 pontos em Macau, “a fim de criar um ambiente comunitário com autogestão de saúde”. Os utentes podem fazer a ligação à plataforma dos SSM para que os resultados da medição sejam enviados e armazenados no sistema de informação de saúde individual.