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      IAS vai abrir novos centros de dia e lares para apoio a idosos com demência e Alzheimer

      As zonas da Ilha Verde, Portas do Cerco e Novos Aterros vão poder contar com novos centros de dia para doentes de Alzheimer e com demência. A notícia foi avançada por uma responsável do IAS, numa altura em que existem em Macau quase três mil pessoas com demência, números que crescem todos os anos, com o envelhecimento da população.

       

      Com o super envelhecimento da população local, surge a necessidade de desenvolver melhores infraestruturas e serviços de assistência à terceira idade, apoiando quem sofre de demência e Alzheimer. Em declarações à TDM em língua chinesa, Kam Kit Leng, chefe de Divisão de Serviços para Idosos do Departamento de Solidariedade Social do Instituto de Acção Social (IAS), anunciou que em breve as famílias e indivíduos das zonas residenciais do norte da cidade vão poder contar com novos centros de serviço de apoio. “Vamos aumentar a prestação de serviços de apoio aos doentes com demência e de serviços de assistência à família”.

      Para já, vai ser inaugurado ainda este ano um centro de dia em Toi San (nas Portas do Cerco), com capacidade para 45 pessoas, e está ainda prevista também a abertura de um lar residencial na Ilha Verde, que irá albergar 180 idosos. A longo prazo, serão ainda criados outros centros de serviços de cuidados diurnos na zona A dos novos aterros, adiantou ainda a responsável.

      Já em 2016 a problemática tinha sido abordada pelo Governo, com as autoridades a desenvolverem políticas específicas para acompanhamento da situação. Na altura, propôs-se a construção de uma rede contínua de serviços médicos e sociais de apoio à demência. Em 2018, foram então criados pelos SSM e IAS um centro de diagnóstico e apoio à demência que serviria para prestar vários tipos de apoio, desde o diagnóstico ao tratamento, educação, formação, serviços sociais, etc.

      De resto, as autoridades têm também procurado educar os cidadãos sobre as características da doença do Alzheimer e demência em geral, com actividades educativas e outros programas que envolvem a colaboração do IAS com associações locais, como a Associação da Doença de Alzheimer de Macau, e que pretendem fazer da cidade uma sociedade “amiga da demência”.

      Os últimos estudos revelam que, a partir dos 65 anos, a possibilidade de se ter um transtorno neurocognitivo maior duplica a cada cinco anos. Em 2023, foram contabilizados 2.860 indivíduos com demência em Macau. A média destas pessoas é de 80 anos, pessoas que estão a ser acompanhadas pelos Serviços de Saúde. Também à TDM, Lei Wai In, presidente da Associação da Doença de Alzheimer de Macau, recordou as estatísticas: uma em cada quatro pessoas com idade igual ou superior a 85 anos tem a possibilidade de desenvolver demência.

      A OMS refere que no mundo, a cada três segundos, uma nova pessoa é diagnosticada com demência, e Macau não é excepção. “À medida que Macau entra numa sociedade envelhecida, espera-se que haja um aumento do número de pessoas que sofrem de demência no processo de envelhecimento da população”.