Proporção da actividade internacional na banca diminuiu no quarto trimestre de 2023

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RODRIGO DE MATOS

Segundo as estatísticas divulgadas pela Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM), a proporção da actividade internacional do sector bancário de Macau diminuiu no quarto trimestre de 2023. A quota das aplicações financeiras nos mercados internacionais, no activo total do sistema bancário, decresceu de 84% no fim do terceiro trimestre para 83,8%, no final de Dezembro de 2023. Já as responsabilidades internacionais no passivo total do sistema bancário permaneceram em 81,8%.

Quanto aos activos internacionais, no final de Dezembro de 2023, o total decresceu 0,3% relativamente ao trimestre anterior, tendo atingido 2.034,1 mil milhões de patacas. Registou-se ainda um decrescimento de 0,4% das disponibilidades sobre o exterior, e um decrescimento de 0,1% dos activos locais em moedas estrangeiras. Os empréstimos de entidades não bancárias sobre o exterior, que constituíram a maior parte dos activos internacionais, diminuíram 3,6 %, tendo atingido as 555,1 mil milhões de patacas.

O total das responsabilidades internacionais do sector bancário de Macau atingiu 1.986,2 mil milhões de patacas no período em análise, numa descida de 0,1% quando comparado com a taxa registada há três meses. As responsabilidades para com o exterior, essas, atingiam 1.087,6 mil milhões de patacas, numa subida de 0,7% relativo ao trimestre anterior. As responsabilidades internas em moedas estrangeiras registaram um decrescimento de 1% para 898,6 mil milhões de patacas. Os depósitos em moedas estrangeiras dos residentes e do Governo da RAEM nos bancos locais representam a maior componente no total das responsabilidades internacionais. Esses depósitos diminuíram 2,8%, tendo atingido as 657 mil milhões de patacas no final de Dezembro de 2023.

A actividade bancária internacional de Macau distribuiu-se principalmente pela Ásia. Até final de Dezembro de 2023, as quotas das disponibilidades do sistema bancário de Macau no interior da China e em Hong Kong, foram de 37,9% e 27,3%, respectivamente, no total de activo exterior. Entretanto, as quotas das disponibilidades nos países de língua portuguesa e nos países integrados na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” ocuparam 0,9% e 12,7%, respectivamente. Quanto ao passivo sobre o exterior, registaram quotas de 44,8% e 35,2% para Hong Kong e o interior da China, respectivamente, do total de passivo sobre o exterior. Relativamente aos países de língua portuguesa e aos países integrados na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, registaram quotas de 0,3% e 8,5%, respectivamente.