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      Início Política Raimundo do Rosário repudia acusações sobre falhas na obra do Metro Ligeiro

      Raimundo do Rosário repudia acusações sobre falhas na obra do Metro Ligeiro

      Depois do relatório do Comissariado da Auditoria e das críticas que surgiram à construção do Metro Ligeiro na sua sequência, o gabinete do secretário para os Transportes e Obras Públicas divulgou um comunicado de imprensa a repudiar as acusações. O gabinete de Raimundo do Rosário diz que não foram eliminadas informações sobre a construção do Metro Ligeiro e que os materiais satisfaziam os requisitos.

       

      Não foram eliminadas informações sobre a construção do Metro Ligeiro e os materiais usados correspondiam aos requisitos. Esta é a posição manifestada pelo gabinete do secretário para os Transportes e Obras Públicas na sequência das críticas apontadas após o relatório do Comissariado da Auditoria (CA).

      O CA indicou no relatório, divulgado a 28 de Dezembro, que a causa da falha que obrigou o Metro Ligeiro a parar em Outubro de 2021 foi um problema num cabo, criticando também o Gabinete para as Infra-Estruturas de Transportes (GIT) – organismo inicialmente responsável entretanto extinto – por problemas na supervisão e controlo do serviço.

      O deputado Ron Lam disse depois, ao Jornal do Cidadão, que a compra do cabo eléctrico devia ser investigada pelo Comissariado Contra a Corrupção. Por outro lado, referiu também que o GIT omitiu factos, acrescentando que a natureza dos problemas no Metro Ligeiro nunca se teria conhecido caso não tivesse sido divulgado o relatório do CA.

      Na reacção às críticas, o gabinete de Raimundo do Rosário começou por indicar que “indivíduos houve que resolveram seleccionar alguns dos conteúdos e expressões [presentes no relatório do CA] para comentar os trabalhos relativos ao Metro Ligeiro através dos meios de comunicação social, alegando que algumas informações constantes dos documentos do Governo foram ‘eliminados’ e que houve ‘irregularidades na realização de tarefas ou no uso de materiais’ nas obras”.

      Ora, para o gabinete do secretário para os Transportes e Obras Públicas, “não ocorreu qualquer ‘eliminação’ de informações existentes nos serviços públicos”. É explicado no comunicado que o GIT foi extinto em Outubro de 2019, mas “todos os documentos relativos às obras da responsabilidade desse Gabinete foram gravados num disco rígido e, para serem consultados, é necessária a instalação de um sistema de gestão de documentos”. “Assim, claro é que não ocorreu qualquer ‘eliminação’ de documentos, nem ‘recuperação’ de informações pelos serviços públicos”.

      “O secretário para os Transportes e Obras Públicas repudia veementemente esta especulação meramente intuitiva e sem qualquer fundamento que põe em causa a credibilidade do Governo da RAEM”, sublinha o gabinete.

      Por outro lado, Raimundo do Rosário garantiu que “os materiais do sistema de Metro Ligeiro satisfazem os requisitos das propostas”. As autoridades explicaram também que, “antes de 2018, os sistemas electromecânicos das obras públicas de Macau não incluíam as normas nacionais como um dos critérios de projecto e de vistoria para efeitos de recepção da obra” e que “o concurso público para a construção do sistema de circulação do Metro Ligeiro foi lançado em 2009, pelo que o conteúdo da proposta foi elaborado de acordo com as ‘normas técnicas e requisitos comuns na altura’, e que não ocorreu nenhuma ‘troca secreta’ de materiais ou ‘irregularidades na realização de tarefas ou no uso de materiais'”. Além disso, justificou o gabinete de Rosário, “a Mitsubishi, em colaboração com o Governo, procedeu à substituição gratuita dos cabos da Linha da Taipa, de acordo com as mais recentes normais nacionais”.

      “O Governo da RAEM tem vindo a resolver, com toda a seriedade e empenho, os problemas com que se depara, acolhendo as opiniões construtivas, contudo, nunca aceitará afirmações feitas fora de contexto que pretendem provocar a discordância da sociedade com os trabalhos que o Governo desenvolve”, frisou, concluindo que “o secretário para os Transportes e Obras Públicas aperfeiçoará sempre que possível as medidas a adoptar nos trabalhos das linhas de extensão do Sistema de Metro Ligeiro, e os serviços da sua tutela vão continuar a empenhar-se no aperfeiçoamento dos trabalhos da sua competência, tomando como referência as experiências adquiridas no passado”.