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      Início Economia Fitch melhora perspectiva da dívida da operadora de jogo SJM

      Fitch melhora perspectiva da dívida da operadora de jogo SJM

      A agência de notação financeira Fitch Ratings melhorou ontem a perspectiva da dívida da operadora de jogo de Macau SJM Holdings, de negativa para estável, graças à recuperação do turismo na RAEM.

      De acordo com o comunicado, a Fitch manteve a classificação da dívida da SJM em ‘BB-’, sublinhando, contudo, que “a recuperação robusta” no número de visitantes e das receitas de jogos em Macau deverão beneficiar a empresa.

      As receitas do jogo no território atingiram no último trimestre 75% dos níveis de 2019, enquanto o número de turistas atingiu 89% dos níveis pré-pandemia de covid-19, “apesar da recessão económica na China”, sublinhou a agência de notação.

      A Fitch disse acreditar numa “melhoria sequencial moderada” do turismo na região este ano, “à medida que a capacidade de viagens aéreas continua a normalizar” tanto em Macau como na vizinha Hong Kong.

      Na terça-feira, um analista da Morgan Stanley, Praveen Choudhary, disse à Lusa que a consultora espera que as receitas dos casinos da cidade cresçam 28% este ano, atingindo 80% dos níveis de 2019.

      As seis concessionárias, MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, acumularam durante a pandemia prejuízos sem precedentes em Macau. No caso da SJM, o Grand Lisboa Palace, empreendimento de jogo e hotelaria inaugurado em julho de 2021, em plena pandemia de covid-19, obrigou a empresa a acumular um nível elevado de dívida, alertou a Fitch. A concessionária teve ainda de assumir os contratos dos trabalhadores de cinco casinos cuja operação tinha sido entregue a outras empresas e que encerraram durante a pandemia, sublinhou a agência.

      A Fitch recordou também que a SJM se comprometeu a investir 12 mil milhões de patacas em elementos não jogo até 2032, na expectativa de diversificar a economia de Macau. O compromisso faz parte do contrato de concessão de dez anos da SJM, que, tal como o das restantes cinco concessionárias, entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2023. O contrato prevê ainda que, uma vez que as receitas dos casinos de Macau ultrapassaram 180 mil milhões de patacas em 2023, cada uma das operadoras terá de investir mais 2,4 mil milhões de patacas em actividades não ligadas ao jogo.

      A Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, sociedade-mãe da SJM, também controla a Estoril-Sol, SGPS, S.A., que detém a concessão dos casinos de Lisboa e Estoril, em Portugal. A Estoril-Sol assinou em Janeiro de 2023 um contrato com o Estado português para a “concessão do exclusivo da exploração de jogos de fortuna ou azar na zona de jogo do Estoril” até 31 de Dezembro de 2037. Nesse mesmo mês, a Bidluck – uma empresa portuguesa detida pela Promethean, com capitais americanos e asiáticos, excluída do concurso público – anunciou que apresentou uma providência cautelar para suspender a execução do contrato.

       

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau