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      Leong Sun Iok quer hipismo, ciclismo e futebol no espaço do Jockey Club

      O futuro desenvolvimento do Jockey Club de Macau está a preocupar Leong Sun Iok. O deputado recomenda ao Governo, numa interpelação escrita, que transforme o espaço num local desportivo e de lazer para residentes e turistas, nomeadamente para actividades equestres, do ciclismo e do futebol. Em suma, Leong Sun Iok pede o aumento dos benefícios económicos e sociais do Jockey Club.

       

      O deputado Leong Sun Iok sugere um melhor aproveitamento do espaço do Jockey Club, de modo a promover o desenvolvimento do sector desportivo e a articular-se com a política do Executivo de construção da “Cidade do desporto”. Destacando a “área grande” do hipódromo e a sua história e cultura de corridas de cavalos, o deputado espera desenvolver o desporto equestre no recinto do Jockey Club, bem como provas e actividades do ciclismo e do futebol.

      Leong Sun Iok destacou que a adição de mais eventos de desporto vai conduzir gradualmente à criação da zona como um complexo desportivo integrado, que pode proporcionar aos residentes e turistas um local para praticar desporto e realizar actividades de lazer. Neste caso, Leong considera que assim vão aumentar os benefícios económicos e sociais do Jockey Club, tornando-o num elo importante na construção de um centro mundial de lazer, elevando também as oportunidades de emprego no mercado de trabalho local.

      Numa interpelação escrita apresentada ao Governo, o deputado assinalou o significado cultural e histórico para fins de entretenimento das corridas de cavalos em Macau, que se realizam há 34 anos desde a sua primeira corrida plana em 1989, sendo hoje em dia as únicas “apostas mútuas” – apostas numa corrida de animais em velocidade – no território, depois da informatização do Pacapio e do cancelamento das corridas de cães.

      O Governo aprovou em 2018 a prorrogação do contrato de concessão exclusivo da exploração da Companhia de Corridas de Cavalos, até 31 de Agosto de 2042, o que obriga o Jockey Club a completar um investimento de 1,5 mil milhões de patacas, até 31 de Dezembro de 2023, para melhorar as instalações comunitárias e desenvolver elementos não-jogo. Recorde-se que os compromissos do contrato da franquia incluem 12 projectos de construção, como um parque temático e uma escola equestre, dois hotéis, um campo de ténis e instalação para ligar ao Metro Ligeiro.

      “Contudo, o Jockey Club tem sido afectado por vários factores e condições nos últimos anos, como a epidemia, por exemplo, há relatos na comunicação social de que é difícil importar novos cavalos para Macau, o que resulta na restrição de corridas e actividades”, sublinhou Leong Sun Iok.

      Segundo lembrou o também vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) na interpelação, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, tinha mencionado na Assembleia Legislativa que vai fiscalizar rigorosamente e de acordo com a lei o funcionamento do Jockey Club. “Quais são os conteúdos específicos do planeamento de desenvolvimento? Quais são os planos para optimizar as instalações da comunidade e promover os elementos não relacionados com o jogo?”, questionou o deputado.

      Na óptica de Leong Sun Iok, se o espaço do Jockey Club for transformado com sucesso numa “atracção emblemática” de Macau, juntamente com as infraestruturas do centro modal de transportes da Estrada Governador Albano de Oliveira da Taipa, “acredita-se que a zona seja capaz de impulsionar um maior fluxo de visitantes, atingindo assim o objectivo do desenvolvimento de ‘Desporto + Turismo’”, disse.

      É de notar que o portal Asian Racing Report noticiou em Agosto a crise da operação do Jockey Club, com o número de cavalos em Macau a ser reduzido de forma significativa nos últimos anos, de 1.200 em 2003 para 220 cavalos este ano. Já em Novembro foi reportado que o Jockey Club pretendia reduzir a frequência e os prémios das corridas, em 30%, por causa do défice financeiro, o que levou os treinadores a planear uma greve. No entanto, o Jockey Club recuou posteriormente a decisão devido às críticas dos treinadores e proprietários de cavalos.