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      Inquérito revela pouca satisfação dos jovens face à quantidade de espaços de lazer  

      Apenas 14% dos mais de 600 jovens que participaram num inquérito realizado pela Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau consideram suficientes os espaços de lazer e verdes do território. Os resultados do inquérito revelaram ainda que a maioria dos inquiridos têm o hábito de ir para zonas de lazer e parques, no entanto, apontam para a falta de sobras. A associação sugere uma maior participação dos cidadãos na concepção dos parques.

       

      A Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau realizou um inquérito a 634 jovens residentes de Macau, dos quais apenas 14% acham que o território tem espaços de lazer suficientes, e 49,1% criticaram a falta das zonas públicas de lazer.

      O inquérito foi feito de forma aleatória e presencial entre Setembro e Outubro, com objectivo de compreender o estado actual das instalações recreativas nos parques públicos de Macau, e obter informações sobre os hábitos, percepções e expectativas dos jovens com idades compreendidas entre 18 e 44 anos em relação aos parques e áreas de lazer locais.

      Os resultados que foram divulgados ontem mostram que a maioria dos jovens locais entrevistados têm o hábito de utilizar parques e zonas de lazer na cidade. Mais de 82% dos inquiridos visitaram esses espaços e realizaram vários tipos de actividades, como passear e praticar desporto, nos últimos 12 meses, sendo que 43% disseram que a frequência é de pelo menos uma vez por semana, já o principal período de tempo de visita é normalmente a tarde dos fins-de-semana e feriados.

      Apesar de criticarem a escassez de espaços verdes e recreativos, os inquiridos destacaram que as instalações e os equipamentos dessas zonas são “geralmente positivos”. De acordo com a associação, entre os diversos aspectos, os residentes que responderam ao questionário mostram-se satisfeitos com o nível de arborização nos parques, com 3,77 pontos de uma escala de classificação de cinco pontos; o nível de ambiente amigável para a família (3,74/5) e com a higiene do local (3,74/5).

      As instalações para sombra, incluindo os painéis ou telas para sombra, obtiveram uma classificação de satisfação mais baixa, com 3,05 pontos. Os resultados também sublinham que os “parques infantis”, as “áreas com sombra para sentar” e as “pistas de jogging” são aspectos que, na opinião dos jovens, devem fazer parte dos parques da cidade.

      Para além disso, o inquérito revelou que a proximidade geográfica é uma das razões importantes para os jovens visitarem parques. Em média, a maior distância aceitável pelos jovens entrevistados é a que demora no máximo 23 minutos para chegar. Os jovens que já têm filhos são mais propensos a passar mais tempo a visitar parques e espaços abertos específicos.

      O vice-presidente da Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau, Si Kun Hong, instou as autoridades a avancarem mais rapidamente com a construção do corredor verde costeiro e dos parques da Zona A dos Novos Aterros, de modo a aumentar o mais possível o espaço aberto de lazer do território e proporcionar novas opções ao uso por parte do público.

      Citado pela Rádio Macau em língua chinesa, o responsável espera também que o Governo tenha como referência as cidades vizinhas, nomeadamente quanto aos parques e zonas de lazer de Hong Kong, introduzindo o design de sombreamento às instalações e adoptando elementos inclusivos para satisfazer as necessidades do público. Por último, segundo Si Kun Hong, a equipa organizadora do inquérito sugeriu ainda que o Governo proceda à recolha de opiniões através de estabelecimento de pontos de serviço na cidade, visando promover a participação dos cidadãos na concepção dos parques, bem como continue a reforçar a maior abertura dos relvados verdes nos parques aos residentes.