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      Carlos Marcelo, Marília Coutinho, Luís Nunes, Maria João Gregório e Félix Teixeira na candidatura de Rita Santos  

       

      Conforme havia sido anunciado, Rita Santos reuniu caras novas para a candidatura ao Conselho das Comunidades Portuguesas do Círculo da China e mostrou-se confiante que estas figuras de diversos sectores da sociedade local que vão conseguir não só prestar assistência aos portugueses em Macau, Hong Kong e interior da China, mas também a quem resida no Japão, Tailândia, Coreia do Sul e Singapura, depois de alteração da legislação portuguesa.

       

      Na quarta-feira, depois de apresentar no consulado português em Macau a nova candidatura para as eleições do Conselhos das Comunidades Portuguesas do Círculo da China, Rita Santos e restantes candidatos estiveram na sede da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) para dar a conhecer os detalhes do programa eleitoral e outras novidades. Uma delas é a que agora o Conselho das Comunidades Portuguesas do Círculo da China vai passar a apoiar portugueses em diversas cidades asiáticas. “O nosso programa eleitoral abrange vários âmbitos para poder corresponder e responder às solicitações dos portugueses, mas não somente residentes em Macau”, começou por dizer Rita Santos, esclarecendo que legislação em Portugal alterou o círculo eleitoral, à semelhança do que já tinha acontecido em 2003, em que também abarcava outros países. “Desta vez, para além de Macau e Hong Kong e interior da China, abarca também Tóquio, Seul, Banguecoque e Singapura, o que significa que vamos dar apoio também aos portugueses residentes nesses países da Ásia”, anunciou.

      Apresentando os candidatos, suplentes e mandatário da lista, Rita Santos referiu que estes tiveram de preencher três requisitos: a disponibilidade temporal para exercer o cargo, a “vontade de prestar serviço” para resolver problemas de toda a comunidade residente das sete cidades mencionadas, e também a disponibilidade de atendimento diário aos portugueses residentes em Macau.

       

      LISTA MAIS ABRANGENTE

       

      Para além de ter como primeira candidata Rita Santos, actual presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia das Comunidades Portuguesa, conselheira do Círculo China, Macau e Hong Kong, a lista conta agora com Carlos Marcelo como 2.º candidato, um português residente de Macau desde 1982 com vasta experiência no campo da informática, tecnologias, e telecomunicações. A 3.ª candidata, Marília Coutinho, também portuguesa, é professora e especialista em estudos lusófonos, tendo também trabalhado nas embaixadas portuguesas em Islamabad e Jakarta, atributos que, defendeu Rita Santos, são muito úteis não só na compreensão da cultura portuguesa e ligação às universidades, mas também nas relações com embaixadas e comunidades portuguesas em cidades asiáticas.

      O português Luís Nunes, 1.º suplente, é muito experiente no campo do acompanhamento dos aposentados e pensionista, tendo acompanhado muitos casos durante a transição da administração de Macau. Maria João Gregório, a 2.ª suplente, é angolana e trabalha há largos anos como economista no território, uma mais valia para a equipa de Rita Santos no que se refere ao acompanhamento de empresários de língua portuguesa em Macau. Félix Teixeira, o 3.º suplente, é natural de Guiné-Bissau e formado em química, tendo trabalhado largos anos no laboratório do Instituto para os Assuntos Municipais. “Em consenso com todos, resolvemos ser candidatos mais abrangentes. Temos candidatos nascidos em Macau, em Portugal, Angola e na Guiné-Bissau. Queremos ser uma lista com diferentes culturas para corresponder às culturas dos portugueses aqui em Macau”, defendeu Rita Santos. Estes candidatos nomearam como representante na comissão eleitoral António Almeida, macaense e advogado, que será mandatário da nova lista liderada por Rita Santos.

      Quanto ao programa eleitoral, a responsável falou de diversas linhas de orientação que vão desde o apoio à comunidade, promoção do ensino da língua portuguesa, aposta no empreendedorismo e apoio a quem procure emprego, a habitual protecção consular, e um inovador investimento em iniciativas que promovam o bem-estar e saúde dos portugueses. Uma linha orientadora está ligada à comunicação e informação, e outra à sensibilização para uma maior participação política. “Tem de se incentivar mais os portugueses a fazer o recenseamento eleitoral”, defendeu Rita Santos, já que actualmente, apesar de residirem em Macau e Hong Kong aproximadamente entre 140 a 160 mil pessoas, apenas cerca de 50 estão inscritos nos cadernos eleitorais.

      Rita Santos revelou ainda que vai a Portugal entre 7 e 14 de Novembro para reuniões com o Conselho Permanente, com alguns partidos políticos, com o Secretário de Estado para as comunidades portuguesas, com o director geral responsável pelos assuntos consulares, e mais alguns responsáveis de serviços públicos. “Marquei encontros também com a Caixa Geral de Aposentações para resolução de alguns casos dos viúvos, cujos cônjuges faleceram por causa da pandemia e precisam de receber a pensão de sobrevivência. Também vou resolver alguns casos de portugueses. Vieram por volta de 20, e estamos a acompanhar caso a caso, a contagem de tempo de serviço das pensões”. Outra missão a ser cumprida nesta viagem a Portugal é com o secretariado dos Assuntos Fiscais, de reembolso a quase 20 aposentados, que foram indevidamente colectados pela autoridade tributária.

      O PONTO FINAL quis saber se também está nos planos da nova equipa do Conselho de Comunidades Portuguesas acompanhar de perto, e quiçá exercer alguma pressão sobre as autoridades locais para se agilizar algum caso de dificuldade de atribuição do bilhete de residente da RAEM a algum português, mas Rita Santos esclareceu que o assunto é da competência do Cônsul. “Penso que o sr. Cônsul já falou publicamente que tem estado a dialogar com as autoridades locais, porque isto é uma questão política que tem de ser resolvida, mas os nossos conselheiros claro que vão apoiar todas as edificações por parte do Cônsul para apaziguar os portugueses que estão em Macau, e que nos fazem falta, nas escolas, a ensinar português, os médicos, os técnicos, etc”, admitiu. Quanto a diálogos com o Chefe do Executivo, Rita Santos reiterou que já transmitiu as suas preocupações ao dirigente, mas que o assunto é da responsabilidade diplomática do consulado.