O Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa já investiu 60% do capital disponível, disse o Secretariado Permanente do Fórum Macau. “O Fundo já gastou 60% (…), já investiu na maior parte dos PLP [Países de Língua Portuguesa]”, notou o secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Social entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), Ji Xianzheng.
O fundo de cooperação, no valor de mil milhões de dólares, foi criado há 10 anos pelo Banco de Desenvolvimento da China e pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Macau.
As empresas interessadas em obter apoio devem garantir um investimento mínimo de cinco milhões de dólares (4,7 milhões de euros) e o fundo apenas financia 20%, disse à Lusa em maio de 2022 o presidente da Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos. Xi Jianzheng falava durante uma conferência de imprensa onde foram apresentadas as atividades para a celebração em Macau dos 20 anos do estabelecimento do Fórum Macau.
Um seminário de alto nível, em 20 de Outubro, com a presença de membros de Governo de países de língua portuguesa, e uma exposição retrospectiva do estabelecimento do Fórum, a inaugurar no mesmo dia, são algumas das atividades agendadas, de acordo com o secretariado permanente.
A 15.ª Semana Cultural, que arranca em 19 de outubro vai trazer este ano à Torre de Macau, entre outras atividades, música, gastronomia e artesanato, com a presença de 100 artistas dos PLP e da China, ainda segundo o programa.
Notando que a celebração do 20.º aniversário é um “momento histórico”, Ji referiu que o Fórum Macau tem um “papel insubstituível na promoção do intercambio e cooperação entre a China e os PLP em diversos domínios”, na “elevação da influência” destes países na China, bem como “na construção da plataforma de serviços para a colaboração comercial”.
De acordo com dados oficiais, as trocas comerciais entre a China e os países lusófonos subiram de 5,6 mil milhões de dólares (5,27 mil milhões de euros), em 2002 – ano anterior à criação do Fórum -, para 149,6 mil milhões de dólares (140,9 mil milhões de euros), em 2019, antes da pandemia da covid-19.
O Fórum integra, além do secretário-geral, de dois secretários-gerais adjuntos e de três coordenadores, nove delegados dos países de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Cinco conferências ministeriais foram realizadas no território em 2003, 2006, 2010, 2013 e 2016, durante as quais foram aprovados Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial.











