Desde a sua criação, em Junho de 2018, até agora, o Fundo para a Cooperação e o Desenvolvimento Guangdong-Macau já investiu 24,5 mil milhões de renminbis em 29 projectos, indicou a Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Dezasseis destes projectos estão relacionados com a Grande Baía, indicou o organismo, em resposta a uma interpelação escrita de Si Ka Lon.
O Fundo para a Cooperação e o Desenvolvimento Guangdong-Macau investiu, entre Junho de 2018 – data em que foi estabelecido – e Agosto de 2023, 24,5 mil milhões de renminbis, informou a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), em resposta a uma interpelação escrita do deputado Si Ka Lon.
Na resposta, a AMCM detalha que o investimento foi aplicado num total de 29 projectos, sendo que 16 deles estão relacionados com a Grande Baía. Por outro lado, o fundo abandonou outros dez projectos.
Segundo os dados do Governo, citados pelo deputado eleito pela via directa na interpelação, os rendimentos acumulados dos investimentos, relativos aos anos 2018 e 2019 do Fundo para a Cooperação e o Desenvolvimento Guangdong-Macau ascenderam a cerca de 400 milhões de renminbi.
O montante aplicado pelo Governo da RAEM neste fundo foi de 20 mil milhões de renminbi, sendo que as prestações já foram todas concluídas em Novembro de 2019, indicou agora também a AMCM. Este fundo tem a duração de 12 anos. A RAEM assume a qualidade de sócio de responsabilidade limitada e a província de Guangondg responsabiliza-se pelos projectos de investimento. Segundo foi dito na altura da criação do fundo, ele tem uma natureza de investimento com “preservação do valor e garantia de juros” e fica assegurada uma taxa de retorno anual de 3,5% durante o período de investimento. Quando a operação do fundo completar sete anos, será calculado o rendimento médio anual total e, caso exceda os 7,8%, todo o valor remanescente, após liquidação e deduzido o valor da reserva de risco, será então dividido por Macau e Guangdong de acordo com uma proporção de 55% e de 45%, respectivamente.
Na interpelação, Si Ka Lon sugeriu que, com base na experiência deste fundo, o Governo optimizasse o portefólio de investimentos da RAEM, “criando, por exemplo, um Fundo do Povo, a fim de reforçar o investimento na construção da Grande Baía e elevar a rentabilidade a longo prazo e a competitividade da Reserva Financeira do Governo da RAEM”. Si Ka Lon explicou que este Fundo do Povo serviria para “promover o desenvolvimento diversificado das indústrias e, ao mesmo tempo, a diversificação do portfólio de investimentos, para elevar a rentabilidade a longo prazo e a competitividade da Reserva Financeira do Governo da RAEM”.











