A Associação dos Familiares Encarregados dos Deficientes Mentais de Macau espera que as autoridades reforcem a promoção de oportunidades de emprego junto dos portadores de deficiência mental através de projectos de apoio financeiro para empresas sociais. Além da escassez de oportunidades de trabalho, a associação alerta ainda para a falta de recursos humanos para ensino especial e terapeutas no território.
Em Macau faltam apoios e recursos suficientes para portadores de deficiência mental, considera a Associação dos Familiares Encarregados dos Deficientes Mentais de Macau. A associação voltou a pedir ao Governo que lance novamente o plano de apoio financeiro para empresas sociais, sobretudo para promover as oportunidades de emprego junto dos portadores de deficiência mental.
O presidente da associação, Chang Tak Toi, citado pela Rádio Macau em língua chinesa, disse esperar que as autoridades possam ajudar, através de planos, a criar mais empresas sociais, proporcionando assim “oportunidades para que as pessoas com deficiências mentais possam tornar-se auto-suficientes”.
“Depois da epidemia, a economia está a recuperar, pelo que o centro de apoio ao emprego da associação também reforçou os trabalhos de formação dos membros portadores de deficiência intelectual”, adiantou o responsável, frisando que as seis concessionárias de jogo também disponibilizam vagas para permitir que pessoas com deficiência mental possam ingressar no mercado de trabalho e integrar-se na sociedade.
Chang Tak Toi referiu que a associação tem vindo a prestar formação às pessoas com deficiência mental desde a infância, inclusivamente com oportunidades de interacção com outras através de actividades de socialização. “O objectivo é permitir que trabalhem após a conclusão das três fases do ensino especial e que recebam tratamento adequado de vários aspectos”, destacou.
Recorde-se que o Governo lançou, entre 2010 e 2019, três fases do Plano de Apoio Financeiro para Empresas Sociais, subsidiando as instituições candidatas admitidas a desenvolverem empresas sociais que beneficiassem determinados grupos vulneráveis, incluindo pessoas com deficiência e idosos. Segundo as informações do Instituto de Acção Social (IAS), os dois projectos de apoio financeiro deferidos para a promoção do emprego de pessoas deficientes recrutaram, até ao final do ano passado, um total acumulado de mais de 50 portadores de deficiência, entre os quais mais de 20 pessoas foram encaminhadas para outras empresas, integrando no mercado de trabalho.
Chang Tak Toi manifestou ainda a esperança de que o Governo possa prestar mais apoio, para além do âmbito profissional, ao ensino especial para os portadores de deficiência, envidando mais esforços para os trabalhos de avaliação das suas condições e necessidades.
Sublinhando que há uma escassez de recursos humanos em termos das equipas de terapeutas em Macau para ajudar as pessoas com deficiência mental, como terapeutas da fala, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, o representante acrescentou que o número de professores do ensino especial também “está sob pressão”. “Espero que o Governo resolva a escassez de profissionais, de modo a permitir que as organizações de serviços sociais tenham um melhor desenvolvimento”, realçou.
Neste caso, Chang Tak Toi assegurou que a associação também vai investir mais recursos nos serviços de tratamento precoce aos portadores de deficiência intelectual, incluindo a contratação de mais terapeutas e outros profissionais, para que mais crianças necessitadas possam receber serviços adequados e oportunos.
A associação conta actualmente com mais de 1.500 famílias associadas e mais de 1.600 membros portadores de deficiência mental, entre os quais quase 40 pessoas com deficiência foram novos membros no ano passado.











