Devido aos actuais recursos humanos escassos para a inauguração em Dezembro, o novo Hospital das Ilhas pretende contratar, no próximo mês, 200 funcionários médicos e administrativos, anunciou Lei Wai Seng, coordenador do Gabinete Preparatório do novo Complexo de Cuidados de Saúde. O Hospital quer atrair sobretudo profissionais locais, mas não exclui a contratação no futuro de mais médicos de topo do exterior, incluindo Portugal.
O novo Hospital das Ilhas vai lançar no próximo mês mais uma ronda de recrutamento de pessoal, com 200 vagas para médicos, enfermeiros, funcionários técnicos e administrativos, no âmbito da preparação para a primeira fase de entrada em funcionamento do hospital, prevista para Dezembro deste ano.
A informação foi anunciada por Lei Wai Seng, coordenador do Gabinete Preparatório do Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital/Hospital de Macau, em declarações ao canal chinês da Rádio Macau. O responsável admitiu que o recurso humano tem actualmente “um pouco de pressão” para a abertura do hospital no final do ano, e que espera que possa recrutar o mais rápido possível pessoal adequado.
O hospital já contratou alguns funcionários da área de Direito e engenheiros de informática, e a contratação em Outubro visa formar uma equipa médica com profissionais locais, a quem o Hospital das Ilhas providenciará formação para que se adaptem ao conteúdo do novo trabalho. Mas Lei Wai Seng não excluiu a contratação de médicos estrangeiros, como de Portugal, para atrair profissionais de topo para o novo hospital.
Lei Wai Seng disse que o Peking Union Medical College Hospital também vai enviar algum pessoal de gestão e médicos experientes para Macau para prestar em conjunto serviços médicos, acrescentando que, além dos futuros 200 trabalhadores, o Hospital das Ilhas contratará, de forma contínua, funcionários no futuro uma vez que a escala de serviços médicos deste estabelecimento é “enorme”.
“O maior destaque do Hospital das Ilhas é ser um hospital público com operação de mercado privado, ou seja, o sistema para trabalhadores é privado, com regulamentos próprios de pessoal, tornando o funcionamento mais flexível”, sublinhou.
Em termos de condições de trabalho, o também médico disse que vai “equilibrar com o nível salarial do mercado laboral privado” e não pretende “roubar pessoal médico das outras instituições com um salário muito elevado”.
Lei Wai Seng, além disso, destacou que o recrutamento é visado a todos os níveis de médicos e os requisitos mínimos são médicos com formação de licenciatura e com qualificação para o exercício de actividade profissional.
“Há rumores de que só serão contratados médicos com formação académica de doutoramento, o que é um mal-entendido. Mas quanto maior for a competência, maior será a oportunidade de ser admitido”, explicou.
O médico adiantou que o Hospital está à procura, principalmente, de médicos especialistas e, para serem médicos especialistas, é necessário o médico completar seis anos de programa de formação de residência médica. Está ainda prevista a contratação de 30 médicos residentes, que irão primeiro frequentar diferentes instituições ou estabelecimentos de saúde no âmbito de formação, a fim de se prepararem para o futuro trabalho no Hospital das Ilhas.
MAIS CAMAS E EQUIPAMENTOS AVANÇADOS
Segundo o responsável, o novo complexo hospitalar conta com mais de 800 camas, e o futuro hospital de reabilitação, que está em construção terá ainda mais de 300 camas.
O serviço de urgência, que é operado pelo Centro Hospitalar Conde de São Januário no Hospital Universitário na Taipa, será mudado para o Hospital das Ilhas, onde terá ainda uma base de formação médica, “com aproveitamento das técnicas do Peking Union Medical College Hospital para desenvolver um estudo médico”, disse Lei Wai Seng.
Neste caso, o médico realçou que a primeira fase de serviço dará prioridade aos serviços públicos, como consulta clínica especializada e gestão de saúde, de forma a desviar a pressão das outras instalações médicas.
“Vamos introduzir equipamentos médicos avançados, lançando serviços médicos abrangentes para tumores, para os doentes, que seriam inicialmente enviados para serviços médicos no exterior, poderem ficar a ser tratados em Macau”, disse Lei, frisando que o posicionamento do Hospital das Ilhas é preencher a lacuna de tratamento de doenças raras e difíceis no território.
Citado pela TDM-Rádio Macau, Lei Wai Seng revelou que o Hospital prevê um orçamento para investimento em hardware e equipamentos de 13 mil milhões de patacas, enquanto o orçamento operacional no futuro será contado conforme o volume de serviço.
O médico espera que, com os equipamentos avançados, o novo hospital possa atrair utentes de regiões vizinhas para utilizarem os serviços médicos por conta própria, aliviando as despesas do hospital.










