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      Sismo de 4,1 na escala de Richter sentido em Macau

      Um abalo de terra ocorreu na madrugada de ontem e foi sentido por pessoas em Macau e em Hong Kong, assim como na China continental. Não há relatos de vítimas ou destruição, mas a região vizinha de Hong Kong fala em recorde de queixas desde 1979, ano em que foi criado o sistema para relatar tremores de terra. O pior terramoto – 7,3 na escala de Richter – que há memória aconteceu há mais de 100 anos, em 1918, tendo casado danos em Hong Kong, além da destruição e alto número de vítimas também na China continental.

       

      Ontem de madrugada foi registado um sismo com intensidade de 4,1 graus na escala de Richter com epicentro a uma profundidade de 10 quilómetros no mar de Huizhou, junto da província de Guangdong, a cerca de 156 quilómetros leste-nordeste de Macau, anunciou a Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) na sua página na Internet.

      Ao PONTO FINAL, os SMG referiram que o abalo de terra foi sentido pelos sismógrafos de Macau pelas 2:28 da madrugada, dados da China Earthquake Networks Center (CENC). Mas foi igualmente sentido por algumas pessoas no território, que se apressaram a entrar em contacto com a entidade. “Foram recebidos pelos meteorologistas de serviço cinco relatos e preocupações da população, nesta madrugada”, admitiu a porta-voz da entidade, Vera Varela, acrescentando que “não há uma tendência óbvia de aumento de sismos nos últimos anos”.

      Os SMG referiram ainda que “desde 1983, foram registados 43 sismos de magnitude 3,0 ou superior num raio de 200 quilómetros de Macau”. “O último sentido e registado foi de magnitude de 2,2 e ocorreu a 22 de Abril de 2020 nas águas a leste de Zhuhai, a cerca de 21 quilómetros a sudoeste de Macau.”

      O Observatório de Hong Kong, localizado a 92 quilómetros do epicentro, recebeu bem mais relatos de pessoas que sentiram a terra a tremer. “Mais de 10 mil relatos de pequenos abalos, cuja duração foi de alguns segundos”, escreveu ontem o The Standard. A entidade de Hong Kong referiu ainda à comunicação social do território vizinho que, desde que o sistema de sismologia do território – datado de 1979 – está em vigor, ontem “bateu-se um recorde” de relatos.

      Há relatos na região vizinha de objectos a balançarem, como também portas e janelas a rangerem. Apesar de “pequenos tremores” e “solavancos” que “duraram poucos segundos”, não ocorreram registos de vítimas ou danos avultados, escreve ainda o mesmo jornal.

      Um professor da Universidade de Hong Kong explicou ao South China Morning Post que, apesar de nada raros, “o tremor de hoje [ontem] foi dos mais significativos a atingir a cidade nos últimos anos”. Chan Lung Sang explicou que o abalo mediu de III a IV graus na escala de intensidade e, portanto, “está entre as mais altas nos últimos 15 anos”.

      O académico recordou ainda em declarações ao diário que em 1918 um sismo com magnitude de 7,3 na escala de Richter, “causou alguns danos em Hong Kong, além da destruição e alto número de vítimas também na China continental”.

      Um sismo como o de ontem, considerado ligeiro e classificado com intensidade de 4,1 graus na escala de Richter, significa que na escala de Mercalli modificada a intensidade do mesmo se situe entre os III e os IV graus, portanto considerado de fraco a moderado – equivalente ao rebentamento de 15 toneladas de dinamite.

      Por norma, ocorrem cerca de 10 a 15 mil sismos por ano no mundo como o que ocorreu ontem e, no geral, nem todas as pessoas conseguem sentir o abalo sísmico. Pessoas paradas, a dormir ou não, em andares altos podem sentir o tremor. Ao mesmo tempo, algumas casas tremem e alguns objectos pendurados balançam. Os sismólogos consideram-no um sismo significativo, mas de danos importantes improváveis. “Os objectos suspensos baloiçam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada duma bola pesada nas paredes. Carros estacionados balançam. Janelas, portas e loiças tremem. Os vidros e loiças chocam ou tilintam. Na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem”, pode ler-se na explicação dada pelo Centro de Vulcanologia da Universidade dos Açores em relação às sensações e condições do solo durante um sismo de intensidade IV na escala de Mercalli modificada.

       

      PONTO FINAL