IC admite projectos de revitalização de mais bairros antigos  

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FOTOGRAFIA GONCALO LOBO PINHEIRO

Além do plano da zona pedonal da Rua da Felicidade, as autoridades deram luz verde para mais projectos de revitalização dos bairros antigos em Macau para promover o desenvolvimento das indústrias culturais. O Instituto Cultural revelou que as iniciativas acontecerão no Porto Interior, na zona central da cidade, na Barra, na Antiga Fábrica de Panchões Iec Long e nos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun. O organismo reiterou ainda que não vai construir um parque de estacionamento na Nova Biblioteca Central.

 

O Instituto Cultural (IC) admite que vai avançar com mais planos de revitalização dos bairros antigos na cidade no futuro, sendo que os próximos projectos terão lugar nas pontes-cais n.ºs 23 e 25 do Porto Interior, da zona da Avenida de Almeida Ribeiro, da área da Rua de Cinco de Outubro, dos edifícios na zona da Barra no entorno da Doca D. Carlos I, da Antiga Fábrica de Panchões Iec Long e dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun.

O plano de trabalho foi revelado por Leong Wai Man, presidente do IC, à margem da quinta reunião plenária do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural, na passada sexta-feira.

Organismo pretende iniciar mais projectos turísticos culturais no seguimento do plano da zona pedonal da Rua de Felicidade, divulgado no mês passado. O IC afirmou que a revitalização dos bairros antigos é “uma das tarefas importantes do Governo”, no âmbito de acelerar o desenvolvimento económico sustentável de Macau.

As autoridades não avançaram mais detalhes sobre os novos projectos, salientando, entretanto, que vão aproveitar melhor as características dos diversos bairros e promover o desenvolvimento de “integração da cultura e várias áreas”.

“Esses projectos de revitalização não só promovem o desenvolvimento diversificado das indústrias culturais, como também fazem com que as zonas históricas desempenhem o seu papel de impulsionador do desenvolvimento sinergético das zonas adjacentes, dinamizando assim os bairros e a sua economia”, indicou.

Os vogais do Conselho referiram estar satisfeitos com o lançamento dos projectos de revitalização da comunidade, tendo a expectativa de haver mais colaboração entre o Governo e a comunidade para levar a cabo mais planos semelhantes, a fim de formar “distritos culturais vibrantes e dinâmicos”.

Quanto à revitalização dos bairros antigos, recorde-se que o Chefe do Executivo assumiu, em Maio deste ano, que as concessionárias entregaram no primeiro trimestre os seus projectos de revitalização detalhados ao Governo, ao que o Executivo “basicamente” concordou com os seis planos, com acréscimo de elementos comerciais. Ho Iat Seng justificou que as concessionárias conhecem bem a expectativa dos turistas.

Embora o IC não tenha indicado claramente que a revitalização das seis parcelas acima referidas faz parte dos projectos das operadoras do jogo, alguns sítios já foram mencionados nos contratos de concessão de licenças de jogo, assinados no final do ano passado após o concurso público.

A MGM garantiu na altura que iria aproveitar a história e cultura da Doca D. Carlos I da Barra para criar um local comercial com mercado noturno e feiras de artesanato, a Galaxy será responsável pela zona dos Estaleiros Navais de Lai Chi Vun, enquanto a zona da Avenida de Almeida Ribeiro é para a SJM. O Governo também anunciou no mês passado que a Wynn se vai juntar na promoção do plano da zona pedonal da Rua da Felicidade.

Na ocasião, Leong Wai Man também confirmou que não vai haver espaço de estacionamento subterrâneo na Nova Biblioteca Central, explicando que “seria muito difícil em termos técnicos” construir um parque de estacionamento público que respeita as normas vigentes e, além disso, o espaço não consegue oferecer um número razoável dos lugares de estacionamento, que será no máximo 33 lugares.

“Algum espaço previsto para as funções da Biblioteca precisa de ser concedido ou não pode ser adequadamente utilizado, o que tem o impacto na configuração global das funções e circulações”, observou. Segundo Leong Wai Man, neste caso, o Governo considera que a necessidade de parque de estacionamento não deve prejudicar as funções e o espaço das instalações culturais importantes, pelo que não vai promover os trabalhos da Biblioteca no sentido de construir um parque de estacionamento público.