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      Restaurantes preocupados com possível falta de confiança dos clientes, admite Chan Chak Mo  

      Chan Chak Mo admite que a proibição da importação de alguns alimentos do Japão vai afectar o sector de restauração, mas o problema não está na aquisição de ingredientes, mas na confiança dos clientes. Ao PONTO FINAL, o presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau disse que os restaurantes já se prepararam para importar comida de mais outras origens e colocar informação de segurança alimentar no estabelecimento.

       

      Com a medida adoptada pelo Governo de Macau em resposta às descargas de águas residuais nucleares de Fukushima, os restaurantes locais vão enfrentar certos impactos, nomeadamente a possível diminuição da confiança à segurança alimentar por parte dos clientes, adiantou Chan Chak Mo.

      O presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau salientou que os estabelecimentos de comida, incluindo os restaurantes da cozinha japonesa, não se mostram preocupados com a questão da importação de alimentos. Apontou que o negócio pode ser afectado devido à preocupação dos consumidores, cuja percepção em relação às refeições é muito importante.

      “Agora não é o problema da importação de produtos, mas a confiança das pessoas. Admito. O que oferecemos em restaurantes são certamente seguros, mas como pensam os clientes é uma outra questão. Não sabemos como acham depois dessa nova medida”, indicou.

      Em declarações ao PONTO FINAL, Chan Chak Mo destacou que os impactos concretos ao negócio só vão ser sabidos alguns dias ou mais um período depois da implementação da suspensão de entrada dos produtos. Reiterando que a medida “não vai colocar dificuldade” na importação dos ingredientes por parte dos restaurantes, uma vez que “são apenas dez distritos” e os estabelecimentos ainda têm muitas escolhas para a aquisição de alimentos.

      “O mais importante é saber se os clientes vão comer ou não. Isso é que não temos a certeza e não podemos controlar. Se calhar psicologicamente tem impacto, se calhar pensam que param de comer comida japonesa recentemente”, realçou.

      Chan Chak Mo revelou que a associação teve reuniões com os restaurantes nos tempos recentes. Neste caso, os estabelecimentos já “fizeram os trabalhos preparativos” e acreditam na segurança alimentar.

      “Todos os produtos passam pela inspecção rigorosa do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) e só assim podem entrar em Macau, são seguros. O organismo já nos explicou como funciona as inspecções, como as amostras são entregues aos exames, e as comidas não vão estar no mercado antes de sair os resultados de inspecção”, referiu Chan Chak Mo, apontando que o “Governo já fez tudo” para preparar a implementação da medida.

      O também deputado avançou que os restaurantes vão mudar a origem de importação de certos alimentos, o que já tinham feito há alguns meses, procurando novas origens de importação de produtos frescos e vivos, como da Coreia do Sul, Estados Unidos, Austrália e Taiwan. “Mas o outro problema é que a água movimenta, até Taiwan situa-se perto do Japão, e demora algum tempo para a água nuclear circular até ao Canadá, o oceano está tudo conectado”, disse.

      O responsável frisou ainda que alguns restaurantes já colocaram ontem aviso a dizer que não há produtos alimentares oriundos das dez prefeituras japonesas em questão, para garantir aos clientes que a comida é segura.

       

      RECUPERAÇÃO QUASE TOTAL

       

      Por outro lado, em relação ao desempenho de negócios do sector da restauração, Chan Chak Mo indicou que há uma recuperação “quase total” para os restaurantes nas zonas turísticas, e que até estão a fazer melhor negócio do que antes da pandemia. Já a situação dos nas zonas habitacionais “não foi tão ideal”. “Todos sabem que a restauração em Macau tem polarização de dois extremos. Durante a pandemia, os restaurantes na zona habitacional estavam com bom negócio com clientes locais, e depois da reabertura é totalmente contrário”.

      Chan Chak Mo, questionado se a política de permitir os veículos locais a circular no interior da China tem impacto na restauração, sublinhou que “há certamente impacto”, sobretudo nos fins-de-semana, todavia, “é difícil quantificar isso”. “Mas é normal com a integração à Grande Baía. Se houver coisas boas com bom preço, as pessoas vão consumir nesses locais, como as pessoas dos Estados Unidos a consumirem no México ou no Canadá”, acrescentou.