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      Arborização de várias zonas da cidade será reposta depois do fim das obras, assegura IAM  

      O deputado Lam Lon Wai recordou que as obras no Porto Interior e no Patane levaram à remoção de árvores que eram importantes para a “cintura verde” da cidade. O que aconteceu a estas árvores, e quais são os planos das autoridades para as zonas em construção, uma vez as obras terminadas?, questiona. José Tavares promete que as árvores removidas da Avenida Almirante Sérgio e da Avenida Marginal do Lam Mau estão a ser preservadas e serão repostas, e que toda a nova zona marginal de lazer no Patane será embelezada com canteiros e árvores.

       

      “Nos últimos meses, têm sido lançados sucessivamente vários projectos de obras públicas de grande envergadura que, para além de afectarem a vida quotidiana dos habitantes, provocaram a supressão de várias árvores e cinturas verdes”, referiu o deputado Lam Lon Wai numa interpelação recente. Compreendendo que estas tenham sido removidas por necessidade, o deputado da Federação das Associações de Operários de Macau (FAOM) quer, no entanto, saber mais detalhes e quais os planos para a arborização das diversas obras actualmente em curso em Macau.

      José Tavares, presidente do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), diz que, no geral, existem várias directrizes para gerir as árvores afectadas pelas obras: primeiro, o “IAM avalia se as árvores afectadas por obras estão em condições de ser transplantadas, considerando factores tais como a segurança estrutural, o estado de saúde, a existência de doenças graves ou de pragas”. Se estas podem ser transplantadas, são levadas para um local adequado e proceder à sua manutenção durante um ano. Além disso, o IAM, através de orientações, assegura que empresas de obras façam uma conservação correcta das árvores. Caso as obras abranjam árvores antigas, estas serão protegidas pela Lei de Salvaguarda do Património Cultural que “obriga a uma ponderação e avaliação adicionais”.

      De resto, a Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) e os serviços responsáveis pela construção estão em “comunicação e coordenação preliminar com os serviços responsáveis pela arborização, colaborando com os trabalhos de deslocação ou outras medidas de conservação”. Ficou garantido ao deputado também que “na concepção das novas instalações, procurar-se-á aumentar, tanto quanto possível, as instalações e áreas verdes, de modo a minimizar o eventual impacto”.

      Na interpelação ao Governo, o deputado tinha feito referência a diversas situações, entre elas a remoção de árvores da faixa verde rodoviária e passeios na Rua das Lorchas e da Rua do Almirante Sérgio, na sequência da obra de Estação Elevatória de Águas Pluviais e Drenagem no Sul do Porto Interior. “O IAM já deu pareceres técnicos aos serviços responsáveis pela execução da obra e transplantou 87 árvores para locais adequados”, revelou José Tavares, esclarecendo que a DSOP referiu que foi necessário demolir temporariamente a faixa verde rodoviária e parte do passeio existente para criar faixas de rodagem provisórias, sendo que a faixa verde rodoviária será reposta após a conclusão da obra. Durante a execução da obra da estação elevatória de águas pluviais e de drenagem no Porto Interior, e a fim de mitigar o impacto negativo da execução da obra na circulação rodoviária, foi necessário ocupar parte das faixas de rodagem da Rua das Lorchas e da Rua do Almirante Sérgio, esclareceu ainda o representante do IAM.

      No que diz respeito ao impacto em algumas árvores causado pela construção das passagens superiores para peões da Avenida Marginal do Lam Mau e da Praça das Orquídeas, o deputado tinha demonstrado grande preocupação com estas árvores de grande porte, partilhando que achava que dificilmente poderiam ser restauradas e compensadas num curto espaço de tempo, mas o responsável diz que “foi efectuado o respectivo deslocamento ou tratamento compensatório”.

      José Tavares fez ainda referência à planeada nova zona marginal de lazer no Patane com 2.166 metros quadrados, em que, para além de uma zona de exercício físico, de um parque infantil e uma plataforma de observação paisagística, serão plantadas várias árvores, aumentando-se também os espaços pedonais existentes. Nesta zona, após a conclusão das obras de estação elevatória e box-culverts na Bacia Norte do Patane, o IAM irá construir “barreiras verdes que separam a zona de lazer e as vias de circulação rodoviária através de canteiros e árvores, com vista a proporcionar aos residentes desta zona um espaço de qualidade para actividades ao ar livre”.

      Lam Lon Wai também se demonstrou preocupado não só com a quantidade, mas também com a qualidade das árvores plantadas pela autoridades, referindo que nos últimos anos têm havido vários casos de árvores “com problemas”. “O IAM escolhe árvores com boa capacidade de resistência ao vento e com copas relativamente grandes na plantação, procedendo à inspecção e exame regulares às árvores de Macau”, vincou José Tavares. “Caso sejam encontradas árvores em risco, de acordo com a avaliação do seu grau de risco, irá proceder ao salvamento ou à remoção urgente. Nos últimos anos, através da adjudicação de serviços, tem sido reforçada a manutenção diária das árvores, a fim de garantir a segurança pública”, garantiu.