As associações do sector do táxi estão atentas à dificuldade de apanhar este meio de transporte em Macau, tanto para turistas como para os residentes. Tendo em conta a situação crónica da falta de oferta de serviços no mercado, a Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxis e a Associação dos Comerciantes e Operários de Automóveis pedem para se aumentar o número de alvará emitida para táxis para o próximo concurso público. Entendem ainda que o lançamento de serviço de marcação online é indispensável para o desenvolvimento do sector.
Emitir mais licenças de táxi e lançar serviço online de marcação e chamada de táxis, são estes os pedidos de duas associações de taxistas para o próximo concurso público de atribuição dos alvarás. Os representantes da indústria querem “aumentar adequadamente” o número de licenças para atender às necessidades de turistas e cidadãos de apanhar táxis, nomeadamente nos postos fronteiriços, incluindo da via terrestre, marítima e aérea.
Leng Sai Vai, presidente da Associação dos Comerciantes e Operários de Automóveis de Macau, destacou que já há um “consenso social” para que sejam colocados mais táxis no mercado após a nova ronda de concurso de licença de táxis, de forma a “resolver o actual desequilíbrio entre procura e oferta” deste serviço de transporte.
“Desde a abertura depois da pandemia, muitos residentes reclamaram sobre a dificuldade de pedir táxis. A oferta de táxis é escassa há muito tempo”, notou. O responsável recordou que Macau teve, antes da Covid-19, 1.900 táxis no máximo, que estavam a atender plenamente às necessidades dos cidadãos. “No entanto, cerca de 800 táxis pararam de operar durante três anos da pandemia e agora cerca de 400 licenças de táxi com prazo de 8 anos estão caducadas, enquanto o número de turistas está a aumentar, o que intensificou o problema”, apontou.
Ao mesmo tempo, Leng Sai Vai disse que o território recebe hoje em dia mais turistas individuais e que a procura de táxis é ainda maior, sendo que a falta de oferta de meios de transporte reduzirá a competitividade turística de Macau.
Kuok Leong Son, presidente da Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxis, também acredita que a emissão de alvará de táxi adicionais vá atenuar a dificuldade de apanhar táxis, mas julgou que não é adequado emitir “muitas licenças” nesta fase, sendo 200 licenças adicionais adequadas para complementar as necessidades actuais.
“A economia apenas começou a recuperar este ano e o número de turistas não chegou ao nível de 2019. A Direcção dos Serviços de Turismo pretende atrair mais de 20 milhões de visitantes este ano, número inferior aos 30 milhões em 2018 e 2019”, frisou o representante, considerando que não é recomendável voltar a emitir 400 licenças de táxi caducadas.
Os dados mais actualizados indicam que existe neste momento um total de 1.602 táxis em Macau, incluindo 1.302 táxis normais e 300 táxis especiais. Recorde-se que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) revelou que está a preparar os trabalhos para lançar uma nova ronda de concurso público para alvará de táxis, sendo os detalhes anunciados “brevemente” para “atender à procura de cidadãos e turistas por serviços de táxi” e “melhorar a qualidade dos serviços”.
Além disso, as associações mostram ainda a expectativa de introduzir serviços online para marcação e chamada de táxis. Kuok Leong Son, ao assinalar que o Uber, que chegou a operar em Macau, é “difícil de regular” e “tem limitação de veículos”, revelou que a sua associação está a tentar desenvolver uma aplicação de chamada para táxis normais.
Já Leng Sai Vai apela “fortemente” que as autoridades adicionem a função de “chamada online” no sistema de terminal inteligente de táxi, permitindo que os residentes e turistas possam saber o número de táxis nas imediações através da aplicação “Macao Smart Go”, no qual podem pedir simultaneamente táxis.
O responsável, por outro lado, espera aumentar a tarifa de táxi, devido ao aumento dos preços da gasolina e à inflação, bem como à subida de custos operacionais dos táxis.











