Edição do dia

Segunda-feira, 27 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva fraca
27.9 ° C
31.5 °
26.9 °
94 %
6.2kmh
40 %
Seg
30 °
Ter
28 °
Qua
25 °
Qui
26 °
Sex
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioEconomiaLeong Sun Iok exige aumento salarial dos trabalhadores do jogo depois de...

      Leong Sun Iok exige aumento salarial dos trabalhadores do jogo depois de sacrifícios  

      Durante a epidemia, os funcionários do sector do jogo cooperaram com as medidas de contenção: salários congelados, gozo de licenças sem vencimento, entre outros sacrifícios. Agora que os ventos mudaram, e os lucros da indústria do jogo e entradas de turistas atingiram novos recordes, é imperativo aumentar os salários dos funcionários do jogo, de todas as empresas que estão em condições de fazê-lo, apela o deputado Leong Sun Iok.

       

      Apesar de as concessionárias terem em Julho atingido o valor mais alto do ano, com as receitas brutas do jogo a chegarem às 16,6 mil milhões de patacas, um valor recorde desde o início da pandemia em 2020, os lucros não estão a ser partilhados com os funcionários daquele sector, criticou o deputado Leong Sun Iok. O parlamentar da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), citado pelo Jornal Ou Mun, apelou às concessionárias para que subam os salários dos funcionários do jogo “para partilhar os frutos da recuperação com os seus trabalhadores e aumentar a moral destes”, encorajando também as empresas e organizações de todos os sectores que têm condições para aumentar os salários dos seus funcionários que o façam. “A recuperação gradual da economia de Macau e a melhoria contínua das receitas do jogo são atribuíveis aos esforços feitos por várias partes e empresas”, reconheceu o deputado, defendendo que considera imperativo compensar estas pessoas pelos esforços realizados.

      Leong Sun Iok recordou ainda que, nos últimos três anos, a epidemia da Covid-19 reduziu significativamente o número de turistas que visitam Macau, e “a indústria do jogo entrou num período de hibernação, durante o qual se perderam muitos trabalhadores”. Na altura, frisou, “muitos trabalhadores das empresas de jogo cooperaram com as medidas de redução de custos, tais como o congelamento dos salários, o gozo de licenças sem vencimento, o adiantamento de férias, e a cooperação em transferências internas para ultrapassarem juntos os tempos difíceis”. Agora, com a abertura das fronteiras, “o número de visitantes de Macau aumentou drasticamente”. Esta situação, em combinação com a escassez de mão de obra, fez aumentar “o volume de trabalho do pessoal destas empresas, tendo de fazer horas extraordinárias com frequência”, ao que se acresce ainda o facto de que “muitos deles tiveram de gozar menos tempo de férias durante a epidemia, porque já tinham pago as suas férias anuais antecipadamente, e estavam sob maior pressão mental”, denunciou o deputado.

      Para além do congelamento dos salários e da forte pressão laboral, muitos trabalhadores sofreram no passado uma redução dos rendimentos devido às transferências internas, voltou a referir o Leong Sun Iok, argumentando que, ainda por cima, a inflação subiu várias vezes nos últimos anos. “A taxa de juro de base de Macau foi aumentada várias vezes devido ao aumento da taxa de juro nos Estados Unidos, o que se traduziu num aumento dos encargos de subsistência dos residentes, e numa maior pressão até sobre os proprietários de imóveis”, alertou o deputado, “referindo que alguns destes encontram-se em situações de graves pressões financeiras, com elevadas despesas de subsistência, de pagamento de hipotecas, o que resulta num baixo nível de moral”.

      O representante da Federação das Associações de Operários de Macau, no mesmo comunicado, referiu-se ainda ao caso denunciado por funcionários de uma empresa de jogo. Depois de terem sido despedidos sem justa causa, descobriram que a mesma empresa tinha voltado a abrir vagas de emprego para a mesma posição, mas com uma oferta salarial inferior. Leong Sun Iok considera que “esta prática de redução dos custos da mão de obra através de ‘sangue novo’ constitui uma violação da responsabilidade social”, e insta as autoridades a prestarem atenção e a acompanharem esta questão, apelando igualmente aos Conselhos de Administração das empresas envolvidas para que protejam os seus funcionários, pondo fim a este tipo de prática em torno do despedimento sem justa causa,  e cumprindo as suas responsabilidades sociais de salvaguarda do emprego dos seus trabalhadores.