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      Menos mil pedidos de auxílio por ambulância do que no 1.º semestre do ano passado

       O Corpo de Bombeiros revelou que voltámos aos valores antes da epidemia, no que diz respeito às saídas de ambulâncias. Na primeira metade do ano houve menos pedidos de auxílio de ambulância do que no mesmo período em 2022, e também menos incêndios. Apesar disto, as autoridades relembraram à população que deve continuar a ter cuidado com os acidentes domésticos que levam à intoxicação por monóxido de carbono, que normalmente estão relacionados com uma má instalação de esquentadores, ou falta de vigilância do uso de fogões, materiais “votivos”, ou tomadas eléctricas em mau estado.

       

      Em conferência de imprensa ontem na sede dos lagos Nam Van, o Corpo de Bombeiros de Macau (CB) revelou os dados do 1.º semestre de 2023, anunciando que presentemente os casos da saída de ambulância já voltaram ao nível de antes da epidemia, e que houve até menos pessoas a pedir ajuda dos serviços de ambulância do que no mesmo período em 2022.  Este ano houve 24.551 casos, menos 998 do que os 24.551 em 2022, uma redução de 4,55%. Quanto aos cerca de 12 mil casos gerais de primeiros socorros, estes ocuparam cerca de metade do número total das operações de saída de ambulâncias que, principalmente, foram chamadas a socorrer pessoas com dificuldade de respirar, tonturas, dor abdominal, febre e palpitações. Os serviços responsáveis recordaram que a ambulância é um serviço “precioso” e “limitado”, e alertaram para a utilização abusiva dos serviços de ambulância, fazendo votos ainda para que os condutores consigam ceder a passagem aos veículos de emergência que estejam a executar funções, desde que em condições de segurança.

      Na primeira metade de 2023, também houve menos incidentes de possíveis incêndios do que em 2022, concretamente 411, menos 19 do que os 430 no ano passado, sendo que os casos concretos foram 226, ou seja, apenas metade das saídas das viaturas para incêndios se concretizaram em casos efectivos de incêndio. Os incêndios que ocorreram no primeiro semestre do ano deveram-se essencialmente ao esquecimento de desligar os aparelhos de fogão, indicaram os representantes do CB, mas também “ao fogo nu que foi deixado por alguém, ao curto-circuito das instalações eléctricas, e à queima de incensos e velas/papéis votivos”. A entidade de protecção civil aproveitou para lançar o apelo aos cidadãos para “desligarem bem os aparelhos de fogão e os aparelhos eléctricos antes de sair, e abordarem cuidadosamente as pontas de cigarro e os fogos nus na vida quotidiana, no sentido de evitar prejuízos patrimoniais provocados pelo incêndio por causa da negligência”.

      Outro dos temas de enfoque na conferência de imprensa foram os tufões, visto que a cidade está agora a passar pelo período de pico destas situações. O CB garantiu que está concentrado nas medidas de acompanhamento dos tufões, e vai continuar a coordenar activamente o plano de evacuação das zonas baixas em situações de ‘Storm Surge’ durante a passagem de tufão. Juntamente com os Serviços de Polícia Unitários, estão a ser efectuadas várias actividades educativas, incluindo palestras sobre segurança da protecção civil, ou a distribuição de panfletos, com o intuito de “fortalecer a consciência sobre a segurança na prevenção de redução de desastres junto de residentes comunitários, e lembrar aos moradores para procederem bem à preparação antecipada na época de tufões”. Em Junho passado, juntamente com outros serviços, associações e instituições, o CP organizou um simulacro de evacuação de várias zonas da cidade, ajudando os cidadãos através da participação nas acções de evacuação. O CB confirmou igualmente que tem renovado os materiais de salvamento e apoio logístico para que os trabalhos de socorro durante a época de tufões sejam feitos de forma rápida e eficaz, para além de proceder continuamente à formação tecnológico-profissional do pessoal, e de fortalecer as capacidades de comunicação e cooperação dos serviços da estrutura de protecção civil.

      Recordando que faz agora praticamente um ano que entrou em vigor a nova lei do regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios e recintos, o CB tem realizado várias acções de sensibilização, e também têm sido sancionados os casos de transgressão da nova lei. Desde o dia 17 de Outubro de 2022 até 20 de Julho de 2023, já foram instaurados 17 casos de procedimento sancionatório, processos que envolveram na sua maioria a colocação de objectos em caminhos de evacuação e que, face à nova lei, são considerados infracções administrativas graves. Destes, 11 efectuaram o pagamento das multas aplicadas. Em resposta a um jornalista quanto ao valor destas multas, as autoridades referiram que as multas são, no mínimo, de 5 mil patacas.

      No sentido de continuar a melhorar a segurança dos edifícios, até Junho deste ano o CB formou ao todo 8.627 pessoas que participaram num ‘curso de formação sobre encarregado de segurança contra incêndios’. As autoridades prometeram ainda que vão reforçar a supervisão dos respectivos responsáveis no cumprimento da responsabilidade da segurança contra incêndios em edifícios e recintos, efectuar inspecções de segurança contra incêndios de forma regular, e punir os actos ilegais, continuando ainda a fazer mais divulgação e promoção da nova lei de prevenção contra incêndios, “de modo a construir um ambiente de segurança contra incêndios mais seguro de Macau”.

      As substâncias perigosas, cujo novo regime jurídico foi recentemente aprovado e entrará em vigor a partir de dia 23 de Agosto, foram também referidas pelo porta-voz dos Bombeiros, tendo este revelado que têm sido efectuadas diversas iniciativas educacionais sobre a nova lei das sustâncias perigosas: sessões de esclarecimento, publicidade institucional, uma página de internet, e divulgação específica de conteúdos direccionados aos diferentes sectores que lidam com substâncias perigosas.

      Por último, na conferência de imprensa os responsáveis enumeraram as várias formas de combater a intoxicação por monóxido de carbono, um acidente doméstico que preocupa as entidades governamentais de segurança pública. Para além de continuar a organizar e coordenar as inspecções regulares dos equipamentos a gás conjuntamente com os chefes comunitários de segurança e associações e instituições civis, o CB reiterou que os residentes têm de prestar atenção à qualidade dos fogões, das chaminés, nunca instalando estes equipamentos por iniciativa própria, preferindo antes que esta seja feita por um profissional. O CB recordou também que não se devem instalar esquentadores nas casas de banho, e que estes devem ser sempre instalados em locais com boa ventilação.