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      PJ garante que segurança da sociedade se mantém estável, apesar do aumento dos casos instaurados

      Até Maio deste ano, foram instruídos por parte da Polícia Judiciária 4.585 processos de inquérito e denúncia, de investigação sumária e de diligência solicitada, traduzindo um acréscimo de 26,2% em relação ao mesmo período de 2022. O organismo admite que a retoma das actividades normais na sociedade tinha provocado risco de aumentar a criminalidade em Macau, como dos crimes de roubo, tráfico transfronteiriço de droga e relacionados ao jogo. No entanto, assegura que a situação de segurança está “efectivamente controlada”.

       

      A Polícia Judiciária (PJ) reitera que a segurança da sociedade de Macau “continua estável” e a situação da criminalidade “está efectivamente controlada”, embora muitos tipos de crimes tenham aumentado nos últimos anos, e tenha sido registado um crescimento de 26,2% em termos anuais no número de casos instaurados até Maio deste ano.

      Sit Chong Meng, director da PJ, revelou que nos primeiros cincos meses foi instaurado um total de 4.585 processos, incluindo inquérito e denúncia, de investigação sumária e de diligência solicitada, salientando que o número, mesmo que esteja a subir, é 24% menor em comparação com o ano de 2019, antes do surgimento da pandemia.

      “Desde o início do ano, a entrada e saída da fronteira e as medidas antiepidémicas foram relaxadas, as actividades sociais e económicas recuperaram rapidamente e o risco de crimes transfronteiriços aumentou”, assumiu Sit Chong Meng, observando que os crimes que não requerem contacto físico, tais como a burla telefónica e a burla cibernética, evoluíram muito em termos de métodos e números, particularmente desde o início da pandemia, representando “graves ameaças à segurança patrimonial e aos direitos e interesses do público”, apontou.

      Por ocasião da Cerimónia Anual de Entrega de Prémios do Dia da Polícia Judiciária da passada quarta-feira, citado pelo Jornal Ou Mun, o responsável sublinhou que existe uma “relação estreita” entre o aumento de turistas e a elevação dos riscos para a segurança da comunidade.

      Contudo, a PJ disse que “está empenhada na sua prevenção e controlo através de diversos mecanismos e medidas policiais” e, assim, desde o início do ano, a incidência de crimes de violência grave manteve uma taxa muito baixa, com três casos de homicídio.

      “Nos casos relevantes foram rapidamente investigados, o que não apenas reflecte a eficiência da execução da lei, mas também estabiliza a confiança dos cidadãos sobre a segurança pública”, assinalou.

      A PJ, entretanto, alertou para a tendência de surgirem mais crimes de roubo, de furto, de tráfico de droga de forma transfronteiriça, crimes relacionados com o jogo, bem como burlas telefónicas e online. Foram instaurados 14 processos de investigação de casos de roubo nos primeiros cinco meses do ano, dez casos a mais face ao período idêntico do ano passado. Já os casos de furto duplicaram para 247 casos.

      Além disso, as autoridades policiais abriram até Maio 330 processos de crimes relacionados com o jogo, o que corresponde a um crescimento exponencial de 84,4% face ao período homólogo de 2022, “devendo-se sobretudo ao aumento de turistas e a gradual recuperação da indústria do jogo”. Os crimes de jogos de alta frequência foram burla, roubo, apropriação ilegítima, em vez da usura e do sequestro. Reconhecendo a necessidade de reforçar o combate a câmbio ilegal, a PJ adicionou duas equipas de inspecção, para um total de seis equipas, tendo interceptado em conjunto com as operadoras de jogo 7.851 suspeitos praticantes da troca ilegal de dinheiro.

      Os crimes de burla levaram também a 724 processos de investigação policial, representando um aumento de 44,5% em termos anuais. A burla telefónica subiu 4,6 vezes e a fraude online cresceu 17,2%, o que foi principalmente esquemas de compra de bilhetes de espectáculos.