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      Controlo de radioactividade deve abranger mais regiões e países vizinhos do Japão, diz Lei Chan U

      Se os esgotos radioactivos que o Japão vai despejar nos mares a partir de Julho podem, dentro de 2 meses, vir a afectar a maior parte do Oceano Pacífico, não deve o Governo de Macau controlar os valores de todas as zonas afectadas, e não apenas suspender a importação dos produtos das nove prefeituras de maior risco, como tenciona fazer? Lei Chan U, deputado da Federação das Associações de Operários de Macau, está preocupado com a segurança e saúde dos residentes e interpela o Governo sobre a questão da ameaça radioactiva que está prestes a chegar do Japão.

      Daqui a dois dias, em Julho, o governo japonês dará início aos despejos de águas contaminadas pela central nuclear de Fukushima nos mares do Japão. Depois de O Lam, vice-presidente do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), ter garantido há duas semanas que o instituto vai suspender a importação dos produtos aquáticos, hortícolas e frutos provenientes das nove prefeituras de maior risco no Japão, fica por confirmar se estas restrições de importação vão ser estendidas a outras regiões e territórios vizinhos. Quem o diz é Lei Chan U, da Federação das Associações de Operários de Macau, em interpelação escrita. “Tenciona a Direcção dos Serviços Urbanos (DSU) reforçar o trabalho de análise das radiações dos alimentos, especialmente dos produtos do mar, importados para Macau de países vizinhos ou de regiões do Japão que possam vir a ser afectados pela água contaminada por energia nuclear em Fukushima?”, questiona o deputado.

      Recordando que como nunca antes se fez semelhante descarga em grande escala no mundo, “é ainda difícil estimar o possível impacto”, Lei Chan U partilhou a sua consternação com a alarmante possibilidade de, no prazo de dois meses a contar da data da descarga, as substâncias radioactivas se espalharem pela maior parte do Oceano Pacífico, e de, “dentro de dez anos, pelas águas globais, afectando a migração global de peixes, a pesca ao largo, a segurança ecológica e a saúde humana em todos os aspectos”. O deputado destacou esta informação que obteve de um instituto de investigação, para sustentar a sua perspectiva e o seu apelo: não basta banir os produtos das nove prefeituras japonesas mais afectadas; Macau também tem de prestar atenção à segurança alimentar dos produtos dos países vizinhos e restantes regiões do Japão, já que todas estas podem vir a ser afectadas pelas descargas a longo prazo.

      Também há duas semanas, a mesma responsável do IAM garantiu que o instituto está em comunicação estreita com a Administração Geral da Alfândega da China e as autoridades das regiões vizinhas para acompanhar os desenvolvimentos, mas, para Lei Chan U, o Governo deve também equacionar a “possibilidade de estabelecer um sistema de monitorização relevante, e de reforçar a comunicação e a cooperação com as regiões vizinhas, de modo a realizar uma monitorização sistemática a longo prazo do possível impacto na ecologia marinha de Macau e das regiões vizinhas”. Segundo o deputado, o Governo tem de monitorizar as “alterações na qualidade da água de Macau e das águas vizinhas e do possível impacto no marisco, de modo a proteger a saúde dos residentes e a segurança alimentar”.

      Em dados recentemente avançados pelo IAM, os nove distritos japoneses que vão ser afectados pelas descargas radioactivas pertencem à zona metrópole de Tóquio, e à prefeitura de Chiba, bem como das zonas próximas de Fukushima. No entanto, revela o IAM, os produtos frescos importados dessas áreas “não ocupam uma porção alta das mercadorias importadas para Macau”. Actualmente, os alimentos japoneses que entram em Macau são principalmente de Hokkaido, da Ilha Koji e da prefeitura Ehime.

      Recorde-se que o Japão planeia descarregar mais de um milhão de toneladas de água contaminada e tratada de Fukushima no Oceano Pacífico nos próximos meses, após o governo japonês ter dado aprovação ao plano revisto para a respectiva libertação no início deste ano.

       

      IAM pondera analisar todos os produtos alimentares frescos vindos do Japão

      Na reunião de ontem do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais, O Lam, vice-presidente do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), indicou que o organismo está a ponderar analisar todos os produtos alimentares frescos e vivos importados provenientes do Japão. O IAM também indicou que já se reuniu com o sector comercial para explicar os problemas que poderão surgir no futuro.