Solução para ligação entre ciclovias da Taipa até ao fim do ano, garante IAM

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Um parque desportivo “que reúna a prática desportiva, arborização, lazer e para pais e filhos” no antigo Canídromo, e uma “via verde” que percorre uma larga extensão da zona marginal de Taipa são algumas das instalações que o deputado Leong Sun Iok gostaria que ficassem concluídas. A do Canídromo ainda se encontra em fase de estudo preliminar; mas, pelo menos até ao fim do ano, será encontrada forma de conectar a zona de bicicletas em frente aos Ocean Garden, com a ciclovia a Sul do Cotai, garante José Tavares, presidente dos Instituto para os Assuntos Municipais.

 

Será com a construção de uma ponte que se vai conseguir ligar a Zona de Lazer da Marginal da Taipa à Pista de Bicicletas Flor de Lótus? Ou haverá outra forma de concretizar a tão almejada rede de ciclovias referida no Projecto do Plano Director de 2020-2022? E a ligação à terceira zona, no Norte da Taipa, no troço que vai da ponte Nobre de Carvalho à Ponte da Amizade, como está a ser discutida e planeada? Foram estas e outras perguntas que o deputado Leong Sun Iok, da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), dirigiu ao Governo em interpelação escrita.

O presidente do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), José Tavares, confirmou que estes projectos estão em bom andamento, que “já se chegou a um consenso com os serviços competentes” e que “com base nas situações actuais” se prevê que a obra no troço de ligação entre a ciclovia da zona Marginal da Taipa e a ciclovia Flor de Lótus fique decidida até ao fim do ano. No entanto, o terceiro troço, esse ainda não possui um plano de pormenor, e o IAM necessita de “continuar a recolher opiniões” e a colaborar com as devidas partes envolvidas, esclarece José Tavares.

Quanto ao já anunciado parque desportivo no antigo Canídromo, Leong Sun Iok anseia por saber mais sobre a evolução do projecto, frisando que esta zona da cidade é a que tem maior densidade populacional, mas que “nas imediações há apenas um único complexo desportivo – o Centro Desportivo Mong Há – para uso público”. Do parque desportivo do Canídromo, “nada se viu ao momento”, aponta.

O representante do IAM concordou que, de facto, o parque desportivo do Canídromo se situará no cruzamento de várias zonas com alta densidade, e que de momento os serviços das obras públicas estão a coordenar estudos sobre o planeamento preliminar, e a considerar as “características geográficas do projecto”.

Recordando ao Governo que Hong Kong lançou em 2022 o seu Plano de Desenvolvimento de Projectos para Instalações Desportivas e de Lazer para os próximos 10 anos, e que Macau está prestes a concluir o seu inquérito das instalações desportivas, o deputado perguntou se Macau não deveria fazer o mesmo, e “elaborar um plano de desenvolvimento mais abrangente” dedicado às instalações recreativas e desportivas. José Tavares referiu apenas que até ao fim do ano, o dito “Inquérito das Instalações Desportivas de Macau” ficará concluído, e que o Instituto do Desporto “irá divulgar oportunamente o resultado do inquérito, e irá entregar as análises e sugestões obtidas através do inquérito aos serviços competentes para servirem de referência no futuro planeamento e construção das instalações desportivas de Macau”.

Da troca de interpelações entre deputado e dirigente ficou ainda esclarecida uma última situação relativa ao uso do Centro Desportivo Olímpico, em que o deputado se queixou que o público apenas tem acesso a estas instalações entre as 6 e 8 da manhã, ao que José Tavares ripostou, esclarecendo que o Estádio destina-se principalmente aos treinos de instituições e escolas, que arrendam o espaço depois das 8 da manhã.