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      Song Pek Kei acusa Ocidente de “sabotar o desenvolvimento mundial” e incitar revoluções

      Vários deputados reforçaram as suas juras de patriotismo na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa. Song Pek Kei destacou-se ao desferir acusações ao Ocidente. Segundo a deputada, “alguns países ocidentais estão a sabotar o desenvolvimento mundial, incitando deliberadamente algumas revoluções coloridas para destruir a estabilidade política e social e o desenvolvimento de alguns países”.

      Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), foram vários os deputados que fizeram questão de reiterar o seu patriotismo. Houve pedidos para que Macau não frustre as expectativas de Xi Jinping para a região, houve quem sublinhasse a importância da segurança nacional e houve acusações ao Ocidente.

      Estas acusações foram feitas por Song Pek Kei, repetindo o que tem vindo a ser afirmado por Pequim ao longo dos últimos anos. “Alguns países ocidentais estão a sabotar o desenvolvimento mundial, incitando deliberadamente algumas revoluções coloridas para destruir a estabilidade política e social e o desenvolvimento de alguns países”, afirmou a deputada na sua intervenção na AL.

      Song Pek Kei disse ainda que os residentes de Macau “têm um forte consenso” de que a região “não pode ser uma cidade caótica nem um local onde se ponha em perigo a segurança nacional”. A deputada eleita pela via directa lembrou também as palavras de Xia Baolong, director do Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado, aquando da sua passagem pelo território: “A RAEM tem de empenhar-se na defesa da segurança nacional, a qual está sempre em curso e não tem fim”.

      Assim, a deputada sublinhou que o Governo deve “adoptar medidas activas para consolidar a linha de pensamento e a consciência da sociedade sobre a segurança, bem como reunir constantemente  consensos para desenvolver e fortalecer as forças do amor à pátria e a Macau”.

      Song Pek Kei apontou ainda que, para fazer com que a sociedade e os jovens estudantes em particular “compreendam as informações de forma mais precisa e tomem consciência da importância do desenvolvimento mais abrangente”, “é necessário que os diversos serviços públicos reforcem os trabalhos de promoção e coordenação, além da divulgação contínua”.

      “Assim, sugiro ao Governo que reforce a cooperação com as associações dos diversos sectores sociais e as instituições de ensino, para fomentar a divulgação da segurança nacional nos bairros comunitários e nas escolas, elevando, através de vários meios e formas, a consciência da sociedade sobre a segurança e fortalecendo a linha de defesa da segurança nacional”, concluiu a deputada.

      O deputado nomeado Chan Hou Seng, ligado à área das artes e cultura, também dedicou a sua intervenção antes da ordem do dia ao tema da segurança nacional e afirmou: “Devemos defender de modo consciente a unidade entre o pleno poder de governação do Governo Central e o alto grau de autonomia da RAEM, e implementar o princípio ‘Macau governado por patriotas'”.

      “A segurança de um país diz respeito ao bem-estar da população”, apontou, acrescentando: “Como a defesa da segurança nacional é da responsabilidade constitucional da RAEM, vamos transformar a nossa responsabilidade em glória e continuar a aprofundar a educação sobre a segurança nacional, o patriotismo e a história e a geografia de Macau, a desenvolver as forças do amor à pátria e a Macau, e a empregar esforços em cultivar uma nova geração com ideias ambiciosas e vontade de assumir responsabilidades”.

      Por outro lado, Chan Hou Seng disse que “alguns países não conhecem o percurso do desenvolvimento da China”. Daí, segundo o deputado, surgem mal-entendidos. “Assim, o intercâmbio e a mútua compreensão entre civilizações e culturas são uma saída para promover a interligação entre os povos”, disse, acrescentando que Macau pode assumir um papel ponte de intercâmbio entre as culturas oriental e ocidental. “A jornada de mil quilómetros começa com o primeiro passo. Desde que, com persistência, ponhamos isto em prática, iremos contribuir para o aumento da divulgação internacional da cultura do nosso país e o reforço do direito de falar e de influenciar”, concluiu o deputado.

      Pang Chuan leu uma intervenção também em nome de Ma Chi Seng, Wu Chou Kit e Kou Kam Fai – todos eles deputados nomeados. A intervenção dos deputados focou-se no desenvolvimento tecnológico do país e começou por lembrar que Xi Jinping endereçou uma carta aos docentes e estudantes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês) após o trabalho no satélite “Macau Science Satellite – 1”. A carta do Presidente chinês é “uma grande motivação e incentivo não só para os docentes e estudantes da MUST, como também para todos os sectores da sociedade”. Os deputados indicaram, por isso, que os estudos científicos de Macau “devem estar em estreita articulação com as estratégias nacionais e as necessidades do país”.

      Na opinião dos cinco deputados nomeados, o Governo deve investir mais recursos na área científica “para desenvolver o entusiasmo dos investigadores e permitir-lhes contribuir ainda mais para o desenvolvimento do país e o progresso da RAEM, não frustrando as expectativas do Presidente”.