Enviado chinês deverá visitar Varsóvia na sexta-feira

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O enviado chinês Li Hui deverá visitar Varsóvia na sexta-feira para discutir a situação na Ucrânia, admitiu ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco. “Assim será”, disse à agência francesa AFP o porta-voz do ministério, Lukasz Jasina, depois de um jornalista polaco ter anunciado na rede social Twitter que Li se vai reunir com um membro do governo de Varsóvia. Li, o representante especial para os assuntos euro-asiáticos encarregado de discutir a resolução da guerra russa contra a Ucrânia, deverá visitar Kiev, disse à AFP um alto funcionário do governo ucraniano na segunda-feira.

Além da Ucrânia e da Polónia, o antigo embaixador da China em Moscovo deverá também visitar a França, a Alemanha e a Rússia, com vista a “uma resolução política da crise ucraniana”, segundo Pequim.

A China nunca condenou publicamente o Presidente russo, Vladimir Putin, pela invasão da Ucrânia, lançada em 24 de Fevereiro de 2022. Pequim apresenta-se como uma parte neutra e pretende desempenhar um papel de mediador, mesmo que a posição de parceiro económico e diplomático próximo de Moscovo a desqualifique aos olhos de algumas capitais europeias.

Numa fase inicial do conflito, a Ucrânia e a Rússia realizaram encontros para procurar uma solução para o conflito, sob mediação da Bielorrússia e depois da Turquia, mas sem sucesso.

A Ucrânia exige a devolução das cinco regiões declaradas anexadas pela Rússia como uma das pré-condições para eventuais conversações de paz, mas Moscovo responde que Kiev tem de se adaptar à nova realidade.

Desde o início da guerra, Putin declarou como anexadas ao território russo as regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, depois de ter feito o mesmo à Crimeia, em 2014.

A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a anexação russa das cinco regiões ucranianas. Os aliados ocidentais da Ucrânia impuseram sanções à Rússia para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra. Têm também fornecido equipamento militar às forças armadas ucranianas para combater as tropas russas.