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      Vong Hin Fai garante atractividade do exercício de advocacia e boa relação com advogados lusófonos

      Apesar da diminuição dos advogados em Macau nos últimos anos, Vong Hin Fai defendeu que a profissão de advocacia continua a atrair interessados que querem juntar-se ao sector. Com mais de 80% de profissionais falantes de língua portuguesa, sendo 45% delesportugueses, o presidente da Associação dos Advogados de Macau garante que a associação está aberta aos advogados portugueses, chineses e dos países lusófonos. Vong Hin Fai, que substituiu Jorge Neto Valente à frente da AAM no início deste ano, afirmou ainda que o funcionamento bilíngue na AAM está firmemente assegurado, bem como a relação com os advogados dos países lusófonos.

       

      O presidente da Associação dos Advogados de Macau, Vong Hin Fai, assegurou que a profissão de advocacia em Macau continua a ser atractiva e que a situação da prática profissional dos advogados portugueses não sofreu grandes mudanças. O advogado salientou que a Associação tem sempre as portas abertas, tanto aos profissionais portugueses, como aos chineses, ou os de outros países de língua portuguesa.

      A questão sobre a perda de profissionais no sector tem sido muito falada desde a pandemia, nomeadamente com a saída de advogados portugueses e também de advogados de Macau, que regressaram à terra natal ou ingressaram na função pública.

      Em declarações aos jornalistas ontem à margem da conferência de imprensa sobre o Dia do Advogado, Vong Hin Fai voltou a sublinhar que o número de advogados inscritos na associação é de cerca de 450 advogados e quase 200 advogados estagiários. Além disso, mais de 80% delesdominam a língua portuguesa.

      Se o número [dos profissionais] é suficiente ou não, pessoalmente não posso mostrar, mas de qualquer maneira,existem muitos interessados, também os graduados, os juristas que recentemente acabaram o seu curso em Direito nas universidades de Macau, e estão muito interessados em se candidatar à Associação para serem advogados estagiários”, referiu Vong, frisando que o exame de admissão deste ano atraiu aproximadamente cem candidatos. Sendo assim, está confiante de que o sector vai continuar a captar mais qualificados para exercer a profissão de advogado.

      No que diz respeito à diminuição dos advogados no território, sobretudo aqueles com formação e base legal portuguesa, Vong Hin Fai ressalvou que a escolha de profissão é livre, estando a Associação aberta. “Tentamos criar melhores condições para que os colegas, quer de etnia chinesa, quer de etnia portuguesa, quer dos países de língua portuguesa, possam exercer a advocacia em Macau”, assegurou.

      Vong Hin Fai, na mesma linha, revelou que a proporção de advogados chineses e portugueses em Macau mantém-se em55% e 45%, respectivamente, sem grandes alterações ao comparar com o passado. “Pelo contrário, muitos advogados chineses mudaram para trabalhar para a função pública ou outras instituições”, disse.

      Recorde-se que Vong Hin Fai substituiu Jorge Neto Valente à frente da AAM no início deste ano, após o antigo presidente da associação deixar de se recandidatar ao cargo que liderou durante duas décadas. O actual presidente afastou a possibilidade de quaisquer alterações das ligações com os advogados dos países de língua portuguesa quando um advogado chinês assumiu a liderança do corpo profissional dos advogados de Macau.

      “Quer o presidente da direcção seja português, de outros países de língua portuguesa ou chinês, vai ser assegurada definitivamente a tradição do funcionamento bilíngue na AAM”, garantiu. O jurista reiterou que a Associação continua a manter, por um lado, um contacto estreito com a União dos Advogados de Língua Portuguesa e a Federação de Advogados de Língua Portuguesa e, por outro lado, o intercâmbio e cooperação com as associações da Grande Baía, do interior da China e do exterior.

      No entanto, para já, ainda não houve nenhum avanço sobre a retoma do Protocolo entre a Ordem dos Advogados Portugueses e a Associação dos Advogados de Macau. Vong Hin Fai revelou que o assunto também foi um dos temas discutidosna Assembleia Geral no mês passado. “A direcção está aberta e continuamos a ouvir opiniões juntos dos colegas”, garantiu.

      Por ocasião da conferência de imprensa de ontem, a direcção da AAM apresentou o programa sobre as actividades do Dia do Advogado 2023. Seguindo a tradição dos últimos 20 anos, a AAM organiza as comemorações por três dias consecutivos, entre 19 e 21 deste mês, com destaque para oSeminário sobre “Oportunidades e Desafios para os Advogados na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e na Iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’”, que se realizará nesta sexta-feira. As consultas jurídicas gratuitas terão lugar neste fim-de-semana, com participação de mais de vinte advogados locais, bem como três advogados do interior da China.