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      Semana Dourada melhor que o esperado fez subir taxa de ocupação hoteleira para perto dos 90%

      A taxa de ocupação dos hotéis durante o período da Semana Dourada do início de Maio andou entre os 85% e 90%. A estimativa foi feita por Luís Herédia, presidente da Associação dos Hotéis de Macau. Ao PONTO FINAL, o responsável admitiu que o número de visitantes neste período superou as expectativas.

      Depois de uma Semana Dourada de Maio que viu chegarem a Macau quase meio milhão de visitantes, a taxa de ocupação dos hotéis locais terá andado entre os 85% e os 90%, estima Luís Herédia, presidente da Associação dos Hotéis de Macau. “Já esperávamos que a Semana Dourada fosse boa para o negócio, mas, a meu ver, superou um pouco as expectativas”, assumiu, frisando que, apesar de já se saber “que ia chegar muita gente”, “atingiu-se um valor que não estava à espera”.

      Ao PONTO FINAL, Herédia mostrou-se satisfeito com os resultados da semana do 1.º de Maio: “Estamos muito contentes com oS negócios”. “O fundamental é que as coisas vão melhorando, desde o transporte dentro da cidade, ao transporte entre cidades, à facilidade de obter vistos. Este é um processo que vai melhorando paulatinamente”, sublinhou.

      “Esperemos que todos os outros ‘players‘ – desde restaurantes ao retalho – estejam também satisfeitos e que consigam ser sustentáveis para conseguirmos servir os visitantes. Os números são importantes mas também é importante que haja qualidade e que os turistas venham e voltem contentes”, indicou Luís Herédia.

      O fim das restrições ligadas à pandemia em Macau, no início do ano, apanharam os hotéis sem mão-de-obra para a procura. Agora, a situação melhorou. No entanto, há também muitos trabalhadores não-residentes que ficaram cá durante o período da pandemia e que agora saíram para visitar as famílias, o que também está a atrasar a estabilidade ao nível da mão-de-obra dos hotéis, comentou o presidente da associação.

      “Temos de procurar mercados de trabalhadores não-residentes que se adequem a Macau. Há a questão dos serviços em si e dos padrões da capacidade de atendimento e aptidões,e também a parte linguística“, referiu, apontando que os hotéis também precisam de trabalhadores que saibam falar inglês e outras línguas que não o chinês, de forma a atrair mais turistas internacionais. “Há muito trabalho a fazer. Mas para já estamos satisfeitos com a nova situação”, referiu, garantindo que a Associação dos Hotéis de Macau continua em contacto com o Governo para a importação de mão-de-obra.

      Visita a Portugal foi “extremamente importante“, diz Luís Herédia

      Luís Herédia, presidente da Associação dos Hotéis de Macau, fez parte da delegação de empresários de Macau que acompanhou o Governo na visita a Portugal. O encontro com os responsáveis do sector hoteleiro português foi “extremamente importante”, considerou Herédia, descrevendo: “Foi uma observação a um país que também depende muito do turismo e que tem sempre algo a ensinar e a aprender. Foi muito positivo”. Herédia adiantou que alguns dos responsáveis do sector hoteleiro de Portugal vão estão presentes em Macau, na Macau International Travel Expo, que se realiza entre 30 de Junho e 2 de Julho. “Precisamos dos mercados internacionais e que eles tenham interesse em vir”, comentou.