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      CNE lamenta alguns incidentes nas eleições timorenses na primeira metade da campanha

       

      O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) timorense lamentou ontem vários incidentes que ocorreram na parte leste do país durante a primeira metade da campanha eleitoral e que causaram vários feridos.

       

      “Lamentamos profundamente os incidentes que têm ocorrido na campanha, especialmente na parte leste, na zona de Viqueque. O processo está em investigação pela polícia e pelo Ministério Público”, disse José Belo em conferência de imprensa. “Como órgão eleitoral lamentamos esta situação e voltamos a apelar a todos os cidadãos para que mantenham um bom comportamento, moderando a sua ação. Mesmo pequenos incidentes têm impacto na imagem do país dentro e fora”, vincou.

      José Belo fez ontem uma conferência de imprensa de balanço da primeira metade da campanha, que começou a 19 de abril e decorre até 18 de maio, destacando várias questões detetadas pelas equipas da CNE no acompanhamento dos partidos.

      Notando que a campanha, em geral, “tem corrido bem”, Belo voltou a relembrar os partidos políticos para que sejam disciplinados e evitem a participação de crianças em atos de campanha e, ao mesmo tempo que “evitem levar militantes de uns municípios para os outros”, o que pode causar “riscos adicionais”.

      Pedindo moderação nos comentários partidários, e vincando que a campanha se deveria centrar nos programas e visões políticas, o presidente da CNE recordou que o palco das acções de campanha “é responsabilidade do partido que organiza a campanha”. “Por isso os partidos têm responsabilidade se alguém no palco difama personalidades ou outros partidos. Têm que respeitar as regras e por isso apelamos para evitar ataques pessoais”, refere.

      José Belo referiu-se igualmente à participação de grupos de artes marciais (GAM) em atos de campanha, referindo que está em curso a campanha de partidos políticos e, como tal, não deve servir “representar a filiação de artes marciais a partidos”. Nesse sentido apelou a que não se usem símbolos de artes marciais na campanha e se evite referência à afiliação a GAM.

      Belo disse ainda que os partidos políticos devem ter cuidado no que toca à colocação de bandeiras no país, reiterando que “não se devem colocar bandeiras sem autorização, ou obrigar habitantes a colocar bandeiras nas casas”.

      Noutro âmbito Belo referiu terem sido registados em vários pontos do país o uso por partidos políticos de equipamento do Estado, incluindo motorizadas e carros, bem como a participação irregular de funcionários públicos.

      Num caso em concreto, Belo comentou o facto do responsável máximo de um órgão de comunicação social público estar ativamente em campanha por uma força política, afirmando que os ‘media’ “deve atuar com imparcialidade”. “Vamos notificar as partes envolvidas”, disse à Lusa, sem se referir ao caso em concreto.

      A Lusa questionou em particular o caso do actual presidente da agência de notícias pública timorense, a Tatoli, que distribuiu na sua própria página nas redes sociais fotos em que aparece vestido com indumentária do Partido Libertação Popular (PLP), actualmente no Governo. Lusa

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      Redacção do Ponto Final Macau