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      Início Lusofonia Fretilin cria “troica de liderança para acompanhar processo de transição geracional

      Fretilin cria “troica de liderança para acompanhar processo de transição geracional

      O V Congresso Nacional da Fretilin, maior partido timorense, deliberou no fim de semana criar uma “troica de liderança” cujas competências incluem acompanhar o processo de transição geracional.

       

      A resolução da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) que cria a nova troica, e a que Lusa teve acesso, explica que esta é formada pelo presidente e secretário-geral, respectivamente Francisco Guterres Lú-Olo e Mari Alkatiri (reeleitos na reunião magna com uma ampla maioria para um novo mandato de cinco anos) e ainda o ex-comandante das forças de defesa, Lere Anan Timur. Nos últimos meses os três líderes têm-se reunido de forma regular.

      O texto explica que a troica tem como competências, entre outras, “apoiar o presidente a garantir a estabilidade institucional do partido e a ampliação da base frentista” da Fretilin, copresidindo às reuniões dos “Órgãos Centrais e Superiores do Partido”.

      Deve ainda “envidar todos os esforços e alocar recursos para a formação e capacitação dos quadros, em todos os escalões, para garantir a unidade de ação na transição geracional” e “reforçar os princípios e valores pela luta de libertação e avançar a com a libertação do povo”.

      Cabe a essa troica “identificar possíveis líderes nacionais em todo o território, para trabalhar junto do povo, a fim de mobilizar e organizar e promover” o partido, consolidando as relações entre a Fretilin e a população.

      A resolução identifica Mari Alkatiri como fundador e 1º comissário político nacional – que presidirá ao órgão – e Francisco Guterres Lú-Olo, militante desde 1974 e Lere Anan Timur, membro do Comité Central da Fretilin “da segunda geração sobrevivente”, ambos como copresidentes.

      O texto refere que a decisão tem a conta a “conjuntura política interna de Timor-Leste, face aos vários desafios enfrentados nos últimos dez anos” e a história da Fretilin “como partido vanguardista na luta pela libertação e Independência Nacional” a quem cabe “uma responsabilidade acrescida de organizar as suas estruturas partidárias para dar resposta a essas mesmas adversidades”. O partido, acrescenta, continua ainda a “assumir o compromisso em manter a estabilidade e coesão nacional, que deve, primeiramente, refletir-se na coesão do partido”.

      Os delegados do Congresso Nacional deliberaram ainda aumentar os números de membros das várias estruturas do partido, com o Comité Central a passar de 65 para 75 elementos (mais 25 suplentes) e a Comissão Política Nacional a passar de 15 para 17 (com dois suplentes). A resolução aumentou para sete cada o número de membros efectivos da Comissão Nacional de Jurisdição e da Comissão Nacional de Fiscalização, com dois suplentes em cada caso.

      Durante o Congresso, os mais de 900 delegados analisaram uma revisão mais ampla aos estatutos do partido, com várias propostas aprovadas, cabendo agora ao Comité Central harmonizar os textos que serão aprovados em novembro na próxima conferência nacional antes do seu envio para o Tribunal de Recurso, “em conformidade com a lei dos partidos políticos”.

      Entre outras resoluções o Congresso deliberou criar uma “comissão para a elaboração do compromisso eleitoral” para as legislativas do próximo ano, que terá em conta aspetos como os desafios dos últimos anos e a “profunda transformação político-económica que se está a operar no panorama mundial”.

      Os delegados “enfatizam a necessidade de trazer ao país, novas respostas aos problemas que se mantêm, tais como: desenvolvimento socioeconómico, rede de infraestruturas, inclusão social, ordenamento territorial e o quadro institucional, e assim consolidar a unidade nacional, a democracia e a estabilidade” em Timor-Leste. “A Fretilin afirma ser a alternativa, para os problemas do país e o seu desenvolvimento”, refere o texto da resolução que explica que o Comité Central determinará os membros da comissão.

      O partido agradeceu ainda à população de Timor-Leste e aos quadros e militantes da Fretilin pela sua “contribuição e participação ativa eleições Presidenciais” de 2017 e 2022 e nas legislativas de 2017 e 2018. “A FRETILIN, como organização partidária, pauta-se pela defesa da independência e garantia da soberania nacional para estabelecer um regime democrático de direito, valores que nos guiam na Construção do Estado”, refere.

      Nesta senda, a FRETILIN, em nome dos seus quadros e militantes, congratula todo povo Maubere pela participação cívica, demonstrando grande maturidade, em todos os atos eleitorais ocorridos nos últimos cinco anos, refletindo a resiliência do nosso povo, durante este período onde enfrentámos vários desafios, como Estado e Nação, garantindo a paz e estabilidade nacional”, acrescenta. Lusa

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau